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É falso que urnas brasileiras foram criadas por empresa venezuelana

Em parceria com a Agência Lupa, Rádio Bandeirantes desmente desinformação ressuscitada em reuniões políticas e destaca que o sistema de votação do país é 100% brasileiro, auditável e desenvolvido pelo TSE.

Da redação
DA REDAÇÃO

22/07/2026 • 23:15 • Atualizado em 22/07/2026 • 23:15

A edição do Band Verifica desta quarta-feira, quadro em parceria com a Agência Lupa, desmentiu um boato recorrente que costuma ganhar força no período que antecede o pleito eleitoral: a falsa alegação de que as urnas eletrônicas brasileiras foram desenvolvidas na Venezuela ou possuem a mesma origem tecnológica da empresa Smartmatic.

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O tema voltou a repercutir nas redes sociais e na cena política após declarações do senador Flávio Bolsonaro durante encontro com diplomatas estrangeiros. Na ocasião, o parlamentar associou o sistema eleitoral do Brasil a relatórios internacionais envolvendo a empresa venezuelana. No entanto, a informação não tem qualquer respaldo com a realidade do processo eleitoral do país.

O papel da Smartmatic e a soberania das urnas

A jornalista Ethel Rudinitsky, da Agência Lupa, explicou ao ar que a Smartmatic jamais desenvolveu ou fabricou urnas eletrônicas para a Justiça Eleitoral brasileira:

Serviços Operacionais: Em eleições anteriores, a empresa prestou pontualmente serviços de suporte logístico, como conexão e transmissão de dados e voz para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Licitações: Em 2020, a empresa participou da concorrência pública para o fornecimento de novos modelos de urna, mas foi derrotada pela brasileira Positivo Tecnologia.

Desenvolvimento Interno: Todo o sistema e os programas de votação são desenvolvidos internamente por equipes técnicas da própria Justiça Eleitoral brasileira, sem participação ou interferência de companhias estrangeiras.

TSE Reitera Segurança e Auditabilidade

Reiterando notas técnicas originalmente publicadas em 2020 e atualizadas no contexto do pleito de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que a Smartmatic não possui qualquer vínculo com o software ou hardware das urnas brasileiras.

A Justiça Eleitoral reforça que o sistema eletrônico de votação do Brasil é 100% próprio, amplamente auditável em todas as suas fases por partidos, entidades fiscalizadoras e pela sociedade civil, além de ser reconhecido internacionalmente pela sua celeridade e segurança.