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Educação Infantil: Padula defende emendas para zerar filas

Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula, detalha o funcionamento das creches paulistanas e propõe que parte das emendas parlamentares federais seja direcionada para a expansão da educação infantil em todo o país.

Da redação
DA REDAÇÃO

06/07/2026 • 14:03 • Atualizado em 06/07/2026 • 14:09

Em entrevista ao programa Bora Brasil, o Secretário Municipal de Educação, Fernando Padula, destacou o papel estratégico da educação na primeira infância como pilar de desenvolvimento humano. São Paulo, que mantém pelo sexto ano consecutivo a marca de fila de creche zerada, tornou-se referência nacional, um feito que, segundo o secretário, é fruto de uma gestão focada no "direcionamento correto" dos recursos.

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O "Recreio nas Férias" e Segurança Alimentar

Com o início das férias escolares, a Secretaria reforça que a escola não fecha suas portas. O programa Recreio nas Férias começa nesta segunda-feira (13), oferecendo uma rede de proteção para famílias que precisam continuar trabalhando:

Atividades: Programação cultural, esportiva e recreativa em parceria com o Sesc, além de visitas monitoradas.

Segurança Alimentar: O programa garante café da manhã, almoço e lanche da tarde, essencial para a nutrição de milhares de estudantes.

Inclusão: Mesmo durante o recesso das creches regulares, o município disponibiliza polos de atendimento para bebês e crianças, assegurando que pais e mães solo tenham onde deixar seus filhos com segurança.

A proposta: Emendas parlamentares para a educação

Um dos pontos centrais da fala de Padula foi a necessidade de uma mudança estrutural no financiamento da educação no Brasil. O secretário propôs que um terço do valor destinado a emendas parlamentares seja redirecionado para a construção de creches em municípios que ainda possuem filas de espera.

"O problema não é a emenda, é onde ela vai parar. [...] Com essa proposta, é possível zerar a fila de creche no Brasil em 10 anos", afirmou Padula, ressaltando que a educação infantil é um direito constitucional e um motor para a inserção das mulheres no mercado de trabalho.

Quebra de paradigmas

O secretário reforçou que a creche deve ser vista como um espaço de desenvolvimento e não apenas como um serviço de assistência social. Ele pontuou dois desafios importantes para a gestão pública:

Cultura de permanência: É necessário desmistificar a ideia de que a educação infantil é "opcional". A presença diária na creche é determinante para o desempenho futuro da criança.

Migração da rede particular: São Paulo tem observado uma migração consistente de alunos da rede privada para a pública, especialmente na educação infantil. Padula vê esse movimento com otimismo, classificando-o como um motor de cobrança por qualidade e eficiência no sistema público.

Ao ser questionado sobre o preconceito em relação ao ensino público, o secretário foi enfático: a rede municipal de São Paulo não perde em nada para escolas particulares de qualidade, oferecendo hoje uma infraestrutura que atende tanto famílias em situação de vulnerabilidade extrema — garantindo o direito básico à alimentação e higiene — quanto famílias que buscam excelência pedagógica.

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