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Escala 6x1 preocupa setor de shoppings e pode impactar empregos

Empresários alertam para aumento de custos, risco de demissões e aceleração da automação no varejo

Por Redação
REDAÇÃO

02/05/2026 • 10:30 • Atualizado em 02/05/2026 • 10:30

Lojas

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EBC

A possível mudança na jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1, acendeu um alerta no setor de shopping centers. Representantes do segmento afirmam que a alteração, se aprovada sem um período de transição e sem medidas compensatórias, pode gerar aumento de custos operacionais, redução de empregos e avanço da informalidade.

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Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers, os empreendimentos funcionam em regime intensivo, com lojas abertas todos os dias da semana, o que exige um modelo de escala contínua. A substituição por jornadas mais curtas exigiria a contratação de mais funcionários, elevando significativamente a folha de pagamento — um desafio, sobretudo, para pequenos lojistas, que representam mais da metade das operações em shoppings.

A entidade projeta que o impacto pode incluir queda nas vendas, aumento da vacância e até o fechamento de lojas. Estimativas do setor indicam possíveis perdas bilionárias no faturamento anual, além de redução significativa no número de empregos formais.

Outro efeito esperado é a aceleração da automação no varejo. Com custos trabalhistas mais altos, empresas tendem a investir em soluções de autoatendimento, especialmente onde ainda não há tecnologia implementada. Especialistas alertam que esse movimento pode ocorrer de forma abrupta, sem tempo suficiente para requalificação dos trabalhadores.

O setor defende que eventuais mudanças considerem as diferenças entre segmentos da economia, o porte das empresas e a necessidade de reduzir encargos trabalhistas. Também pede mais tempo para adaptação, com base em estudos de impacto e experiências internacionais.

A discussão ocorre em um momento estratégico, com o tema avançando no Congresso e ganhando relevância no debate público, especialmente em ano eleitoral. Para empresários e trabalhadores, o desafio será equilibrar a busca por melhor qualidade de vida com a manutenção de empregos e da atividade econômica.