
Vereador Senival Moura (PT)
Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo
A intervenção da Prefeitura de São Paulo na empresa de ônibus Transunião começa nesta sexta-feira (26). A medida foi anunciada após a operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investigou a atuação do crime organizado na empresa.
O interventor escolhido é Angelo Fede, profissional que atua há 49 anos na SPTrans e que já conduziu nove intervenções no sistema de transporte coletivo da capital, entre elas a da empresa Upbus.
Segundo a Prefeitura, a decisão foi tomada pelo prefeito Ricardo Nunes após a operação realizada na quinta-feira (25).
As investigações apontaram a influência do PCC na empresa Transunião ao longo de pelo menos uma década. Também segundo as investigações, o vereador Senival Moura (PT) teria grande influência nas decisões da empresa e atuaria como articulador político da Transunião junto ao PCC.
Durante coletiva de imprensa, o diretor do DEIC, Ronaldo Saeg, detalhou o andamento das investigações e abordou o envolvimento atribuído ao parlamentar.
Segundo a investigação apresentada, Senival Moura deveria ter sido morto em 2020, após a execução de outro presidente da empresa, por suspeita de desvio de dinheiro do PCC e da Transunião.
Ainda de acordo com o diretor do DEIC, o vereador teria sido perdoado após o ressarcimento do prejuízo apontado pela investigação.
Na operação realizada na quinta-feira, cinco pessoas foram presas, entre elas o vereador Senival Moura (PT).
Apesar da intervenção administrativa, a Prefeitura de São Paulo informou que o atendimento aos passageiros será mantido normalmente.
Todas as linhas operadas pela Transunião continuarão em funcionamento.
A empresa é responsável por mais de 50 linhas de ônibus, utilizadas diariamente por cerca de 262 mil passageiros na capital paulista.
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