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Escritório da esposa de Moraes recebeu R$ 80 milhões do Banco Master

Pagamentos do Banco Master ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes e o arquivamento de uma CPI aprofundam a crise de credibilidade em Brasília.

Por Redação
REDAÇÃO

08/04/2026 • 14:09 • Atualizado em 08/04/2026 • 14:09

Viviane e Alexandre de Moraes

Viviane e Alexandre de Moraes

REUTERS/Adriano Machado

Segundo informações do jornalista Cláudio Humberto, Brasília enfrenta uma grave crise institucional que abala os alicerces do Supremo Tribunal Federal (STF). Fatos recentes, detalhados por Humberto, intensificaram o clima de desconfiança e colocaram ministros da mais alta corte do país em uma posição delicada, com a revelação de contratos que somam mais de R$ 80 milhões entre o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

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A turbulência, conforme relatado por Cláudio Humberto, começou a ganhar corpo quando o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, decidiu unilateralmente encerrar os trabalhos da CPI do Crime Organizado. A decisão de não prorrogar a comissão ignorou um pedido formal assinado por 28 senadores, gerando forte reação e suspeitas sobre as motivações por trás do ato.

Poucas horas depois, o jornalista destacou uma reportagem da Folha de São Paulo que revelou que o escritório Barsi de Moraes Sociedade de Advogados, que tem Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, como sócia, recebeu pagamentos vultosos do Banco Master. Humberto ressalta que a apuração inicial, de R$ 40 milhões em 2024, foi atualizada, e os pagamentos se estenderam por um período de 22 meses, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025.

O valor total transferido, aponta Cláudio Humberto, alcança a impressionante cifra de R$ 80.223.653,84. Os pagamentos mensais, superiores a R$ 3,6 milhões, foram confirmados pelo próprio escritório. O Banco Master também corroborou a transação ao informar o recolhimento de quase R$ 5 milhões em impostos.

Humberto frisa que a relação contratual foi interrompida em novembro de 2025, coincidindo com a liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro. O jornalista recorda um detalhe que adiciona mais suspeitas ao caso: as mensagens enviadas por Dantas ao celular pessoal do ministro Alexandre de Moraes no dia de sua prisão, em que o banqueiro questionava se o ministro havia "conseguido bloquear alguma coisa" — um mistério que, segundo Humberto, permanece sem esclarecimento.

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