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EUA anunciam captura de Nicolás Maduro em ofensiva aérea na Venezuela

Ação militar de grande escala em Caracas resulta na retirada de Maduro por via aérea

Por Redação
REDAÇÃO

03/01/2026 • 09:29 • Atualizado em 03/01/2026 • 09:29

Ataque dos EUA na Venezuela

Ataque dos EUA na Venezuela

Reprodução/REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de grande escala em solo venezuelano. Segundo comunicado publicado pelo republicano, o casal foi retirado da Venezuela por via aérea logo após a incursão. A ação ocorre em um cenário de intensas tensões diplomáticas e foi marcada por bombardeios e movimentação de aeronaves em diversos bairros de Caracas durante a madrugada.

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Institucionalmente, a Casa Branca justifica a ofensiva como uma medida de combate ao narcoterrorismo. No entanto, o Ministério da Defesa da Venezuela, sob o comando de Vladimir Padrino López, classificou o ataque como uma violação direta à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional. López afirmou que o governo venezuelano rechaça a presença de tropas estrangeiras e acusou Washington de visar o controle dos recursos naturais do país sob o pretexto de defesa da ordem democrática.

Em declaração oficial, Donald Trump afirmou que "os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, que foi retirado do país". Do lado venezuelano, a vice-presidência e o Ministério da Defesa exigiram uma prova de vida de Maduro, afirmando que o país formará um "muro de resistência indestrutível" contra o que chamam de imperialismo norte-americano.

A repercussão internacional foi imediata e dividida. Enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a ação militar, as potências do Oriente criticaram duramente a intervenção. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou a "agressão armada", prestando solidariedade à liderança bolivariana. Já o líder chinês, Xi Jinping, criticou a postura unilateral de Washington, afirmando que os Estados Unidos buscam apenas interesses próprios em detrimento da estabilidade regional. O Itamaraty informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pego de surpresa pela notícia e que o governo brasileiro deve se pronunciar oficialmente em breve.