
Presidente dos EUA, Donald Trump
REUTERS/Cheney Orr
A tensão no Oriente Médio atingiu um novo e perigoso patamar com a revelação, por parte da imprensa internacional, de que os Estados Unidos estão estudando ativamente o envio de mais tropas para a região e consideram, inclusive, uma possível invasão ao território do Irã. A movimentação indica a preparação para uma nova fase do conflito, que já causa forte instabilidade geopolítica, severos impactos na economia global e um crescente número de vítimas.
Fontes ligadas à segurança internacional apontam que, entre as opções estratégicas sobre a mesa do Pentágono, estão operações de alto risco em solo iraniano. As ações contemplariam desde uma manobra militar para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas de transporte de petróleo do mundo, até ataques direcionados contra as usinas de enriquecimento de urânio do país, um ponto central das preocupações da comunidade internacional sobre o programa nuclear iraniano.
A escalada verbal acompanhou os planos militares. Pelas redes sociais, o presidente Donald Trump fez uma ameaça direta, afirmando que poderia explodir uma refinaria de gás no Irã. A declaração foi uma resposta imediata aos recentes bombardeios atribuídos ao regime iraniano contra refinarias de petróleo em nações aliadas dos EUA no Golfo Pérsico. Países como Qatar, Kuwait e Arábia Saudita confirmaram ataques a grandes usinas petroleiras em seus territórios, ações que foram interpretadas como uma agressão direta do Irã.
O impacto econômico da crise foi imediato e severo. Os episódios levaram a uma nova e vertiginosa disparada no preço do barril de petróleo. Após fechar o dia anterior cotado a 109 dólares, o valor do barril saltou para 118 dólares, e na manhã desta quinta-feira, era negociado a 115 dólares, refletindo a enorme incerteza nos mercados.
Além da crise econômica, o custo humano do conflito é alarmante. A guerra no Oriente Médio já deixou um rastro de mais de 2.100 mortos, com a maioria das vítimas concentrada no Irã e no Líbano.
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