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Falta de vacina contra Covid persiste e gera impasse entre autoridades

Capital e cidades do estado relatam escassez, enquanto Ministério da Saúde afirma haver doses disponíveis.

Da redação
DA REDAÇÃO

28/04/2026 • 11:05 • Atualizado em 28/04/2026 • 11:05

Vacina da Covid

Vacina da Covid

Agência Brasil

A falta de vacinas contra a Covid-19 em unidades de saúde de São Paulo voltou a ser registrada menos de duas semanas após autoridades afirmarem que o abastecimento estava normalizado. O problema, que já havia sido denunciado anteriormente, persiste não apenas na capital, mas também em outros municípios do estado, levantando dúvidas sobre a logística de distribuição e a responsabilidade pelo desabastecimento.

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Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a prefeitura recebeu recentemente um lote de 200 mil doses, que está sendo distribuído entre os postos. A pasta admite, no entanto, que pode haver falta pontual e afirma que realiza remanejamento interno para tentar atender a demanda. Ainda assim, reforça que depende do envio de novas remessas por parte do governo federal.

Divergência entre esferas públicas

O cenário é marcado por versões conflitantes entre os diferentes níveis de governo. Enquanto a prefeitura e o governo estadual cobram mais envios do Ministério da Saúde, o órgão federal afirma que não há desabastecimento e sustenta que o estado possui estoque suficiente.

De acordo com o ministério, já foram enviadas cerca de 1,98 milhão de doses ao estado em 2026, das quais aproximadamente 873 mil foram aplicadas. Isso indicaria, segundo a pasta, que mais de 1 milhão de doses ainda estariam disponíveis para uso. Além disso, novas remessas estão previstas, incluindo 200 mil doses anunciadas para envio nos próximos dias.

Reclamações se espalham pelo estado

Apesar dos números apresentados pelo governo federal, moradores relatam dificuldade para encontrar vacinas em diversas cidades, como Guarulhos, Santos, Praia Grande, Itanhaém, Santo André, São José dos Campos e Igaratá. A escassez afeta tanto o público infantil quanto adultos, ampliando a preocupação com a cobertura vacinal.

A Secretaria Estadual da Saúde informa que a distribuição das doses aos municípios segue critérios técnicos, mas reconhece que aguarda novas remessas para reforçar o estoque. Desde o início do ano, o estado recebeu cerca de 1,2 milhão de doses para maiores de 12 anos, sendo a última entrega de aproximadamente 369 mil unidades.

Possível falha logística

Diante das informações divergentes, especialistas e autoridades admitem que pode haver um problema na cadeia de distribuição. A existência de doses em estoque estadual, contrastando com a falta nos postos, sugere falhas logísticas ou dificuldades na entrega final aos municípios.

A situação levanta questionamentos sobre a eficiência do sistema de repasse — do governo federal aos estados e, posteriormente, às cidades — e evidencia a necessidade de maior transparência e coordenação entre os entes públicos.

Impacto na imunização

A persistência da falta de vacinas ocorre em um momento em que há atualização dos imunizantes para novas variantes do vírus, o que reforça a importância da continuidade da vacinação. A ausência de doses nos postos pode comprometer a adesão da população e atrasar a proteção contra novas cepas.

Enquanto isso, a população segue sem uma explicação clara sobre a origem do problema. A indefinição entre as versões apresentadas por prefeitura, governo estadual e Ministério da Saúde mantém o impasse e dificulta a solução imediata para o desabastecimento.