
Donald Trump volta ao poder
Reuters
O colunista Fernando Schüler, da Rádio Bandeirantes, analisou a volta de Donald Trump ao poder. O republicano toma posse como 47º presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20). A cerimônia acontece às 14h, no horário de Brasília. Para Schüler, os Estados Unidos 'deram uma lição' no processo democrático ao não retirar direitos políticos de Donald Trump em meio às polêmicas e acusação de incentivar os ataques ao Capitólio, em Washington.
"O governo não foi lá para mandar uma ordem de ofício para mandar censurar. Mesmo em uma situação extremamente tensa, de ter incentivado a insurreição, o Capitólio. A democracia americana, a República, soube manter a regra do jogo", pontuou o colunista. Ele cita que a Suprema Corte, semelhante ao Supremo Tribunal Federal no Brasil, sustentou a candidatura de Trump. "A Suprema Corte disse que retirar a candidatura caberia ao Congresso e por essa linha da 14ª emenda da Constituição, a candidatura foi mantida e ele deu a volta por cima", diz. Para ele, essa pode ser a maior volta por cima de um político. "Temos Getúlio Vargas no Brasil, que saiu do governo em 1945, voltou em 1950. Mas essa do Trump foi diferente. Ele, que estava isolado, abandonado pelo sistema político, banido das redes sociais. Foi e criou uma rede social, voltou a concorrer, venceu as primárias, volta a concorrer e é confirmado pela Suprema Corte por um rigor da Constituição Americana e volta com todo o poder", avalia. Schüler pontua que a posse tem o marco de que Trump seja "um presidente comparável a Reagan em questão de poder".
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