
Presidente Lula
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O fim da escala 6x1 e a promessa de trabalhar menos com o mesmo salário foram alvo de críticas do economista Paulo Rabello de Castro. Segundo ele, a proposta defendida pelo presidente Lula cria a expectativa de redução da carga horária sem perda de renda, mas pode gerar efeitos econômicos relevantes.
Paulo Rabello de Castro afirmou que contratos de trabalho são firmados de forma voluntária e negociada entre empregador e empregado. Na avaliação dele, a imposição de uma redução compulsória da jornada interfere nessa relação e pode elevar custos para as empresas.
O economista argumenta que, ao diminuir horas trabalhadas sem aumento de produtividade, o empresário pode ser obrigado a contratar mais trabalhadores para suprir a demanda ou reestruturar sua escala de produção em um nível mais baixo. Esse movimento, segundo ele, pode impactar eficiência, competitividade e organização do mercado de trabalho.
Rabello de Castro também destacou que há setores com falta de mão de obra no Brasil, o que, em sua visão, já garante poder de negociação ao trabalhador. Para ele, mudanças estruturais na jornada precisam considerar produtividade, custo do trabalho e efeitos sobre emprego formal e informalidade.
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