Flávio Bolsonaro "sonha" com Tereza Cristina como vice em sua chapa
Em evento com o agronegócio no Mato Grosso do Sul, pré-candidato do PL defende autonomia indígena para exploração de terras e afirma que a "segurança jurídica vai acabar" com a indefinição do Supremo.

O pré-candidato à presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou de um evento com empresários do agronegócio em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde sinalizou suas preferências políticas e fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Continua depois da publicidade
Questionado sobre a sua chapa, Flávio Bolsonaro afirmou que ter a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, como sua vice "seria um sonho", embora tenha ressalvado que o nome para a vaga ainda não está fechado.
O principal foco de seu discurso foi a crítica à indefinição do STF em relação ao julgamento do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Para o pré-candidato, a postura da Corte ameaça a estabilidade jurídica do país. "A segurança jurídica vai acabar", declarou.
Flávio Bolsonaro defendeu uma interpretação estrita da Constituição de 1988, que, segundo ele, estabeleceu um prazo de cinco anos para as demarcações. "Constituição de 88 deu 5 anos para demarcação de terras indígenas, né? [...] 88, com 5, 93. Depois de 93 pra cá, o correto seria, demarcou, tá demarcado, não demarcou, acabou", argumentou o pré-candidato, defendendo que cabe ao Congresso Nacional "restabelecer a ordem constitucional".
Continua depois da publicidade
Além disso, ele propôs dar mais autonomia aos povos indígenas para que decidam como utilizar suas terras, citando a possibilidade de "plantar, se é botar gado, se é explorar minérios, se é colocar algum empreendimento de turismo".
