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Gilmar Mendes age como 'cabo eleitoral' de Jorge Messias no STF

Em análise, Pedro Campos critica a falta de obras de relevância do indicado e classifica a manifestação do ministro como uma atuação política, não jurídica.

Por Redação
REDAÇÃO

13/04/2026 • 10:49 • Atualizado em 13/04/2026 • 10:49

Gilmar Mendes, ministro do STF

Gilmar Mendes, ministro do STF

Rosinei Coutinho/STF

A manifestação pública do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em defesa da indicação de Jorge Messias para a Corte, foi duramente criticada pelo jornalista Pedro Campos. Em sua análise no Jornal Gente, Campos classificou a atitude do ministro como a de um "cabo eleitoral" e apontou que a indicação de Messias evidencia a carência de "notável saber jurídico" no atual Supremo.

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Gilmar Mendes usou as redes sociais para elogiar o currículo do atual Advogado-Geral da União (AGU), criticar a imprensa por supostos "comentários vazios" e afirmar que Messias "está à altura do cargo".

Em sua análise, Pedro Campos rebateu a fala do ministro, afirmando que a crítica real e substantiva a Jorge Messias vem da própria comunidade jurídica, não apenas da imprensa. "Ele não tem nenhuma obra de relevância jurídica. Não há profundidade jurídica. O notável saber jurídico está muito longe da capacidade de Jorge Messias", afirmou Campos. "Qual é a grande obra, a grande tese publicada por Jorge Messias para que fique comprovado o notável saber jurídico? Essa é a questão que hoje está sendo colocada".

Para o jornalista, a defesa de Gilmar Mendes é uma "manifestação sem provas" e reflete o histórico do ministro de julgar "de acordo com as suas convicções" e "interesses do momento". Campos traçou um paralelo com nomes do passado que, em sua visão, possuíam o requisito de forma incontestável. "Vamos recentemente aqui ao Supremo Tribunal Federal: Ayres Britto, obras importantes, notável saber jurídico. Nelson Jobim, só para citar dois exemplos aqui rápidos", comparou.

"Hoje, o Supremo Tribunal Federal carece desse notável saber jurídico", concluiu Pedro Campos, tratando a manifestação de Gilmar Mendes como um ato puramente político, e não como uma avaliação técnica das qualificações do indicado para a mais alta corte do país.

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