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Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli

Decisão monocrática de ministro do STF invalida ato unânime da CPI do Crime Organizado e levanta suspeitas de manobra para "escolher julgador".

Por Redação
REDAÇÃO

02/03/2026 • 10:01 • Atualizado em 02/03/2026 • 10:01

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a quebra de sigilo da empresa de familiares do ministro Dias Toffoli, gerando fortes questionamentos sobre a atuação da Suprema Corte. A empresa, da qual Toffoli é sócio, está envolvida em uma investigação ligada ao escândalo do Banco Master, por ter negociado cotas de um resort de luxo no Paraná a preços milionários com integrantes do banco.

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A quebra de sigilo havia sido decretada por unanimidade pela CPI do Crime Organizado, que está em curso no Senado Federal. A comissão, que segundo a legislação possui poder de polícia, tem autoridade para decretar prisões, buscas e quebras de sigilo fiscal e telefônico.

A controvérsia reside na forma como a decisão foi tomada. Em uma "canetada" numa sexta-feira à noite, Gilmar Mendes concedeu um habeas corpus de ofício, em uma decisão individual (monocrática) e não do colegiado do STF. O argumento utilizado foi o de que não haveria ligação suficiente entre a empresa e o objeto de investigação da CPI.

A decisão é vista como mais um episódio na escalada de tensão envolvendo o STF, que tem sido criticado por esticar a interpretação de suas atribuições e tomar decisões questionáveis do ponto de vista jurídico.

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