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Golpes com álbum da Copa 2026 disparam em SP e RJ

Queixas ao Procon-SP saltam 220% em um mês. No Rio de Janeiro, polícia civil intercepta ônibus e apreende 200 mil figurinhas falsificadas.

Por Redação
REDAÇÃO

22/05/2026 • 12:24 • Atualizado em 22/05/2026 • 12:48

Álbum da Copa 2026

Álbum da Copa 2026

Divulgação

Resumo

Aumento expressivo de fraudes envolvendo o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 impulsiona denúncias e mobiliza órgãos de defesa do consumidor e forças de segurança pública, com consumidores sendo atraídos por preços baixos e caindo em golpes digitais.

Dados do Procon-SP apontam crescimento de 220% nas reclamações sobre negociações de produtos ligados ao álbum, especialmente em plataformas digitais, redes sociais e marketplaces não oficiais, com principais problemas incluindo não entrega, anúncios enganosos, falsificações e golpes financeiros.

Operação da Polícia Civil em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, resulta na apreensão de 200 mil figurinhas falsificadas e milhares de camisas falsas da Seleção Brasileira, interceptando esquema de distribuição logística destinado ao comércio irregular na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A paixão nacional pelo futebol e a tradicional corrida para completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo já se tornaram alvos lucrativos para criminosos.

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Com a proximidade do Mundial de 2026, que será sediado de forma conjunta por Estados Unidos, México e Canadá, o mercado paralelo de itens colecionáveis e artigos esportivos sofreu uma escalada preocupante de fraudes.

Consumidores, movidos pelo entusiasmo e pela busca de preços mais acessíveis, estão caindo em armadilhas digitais, o que tem mobilizado tanto os órgãos de defesa do consumidor quanto as forças de segurança pública.

Explosão de denúncias em São Paulo

No estado de São Paulo, o alerta já soou de forma contundente. Dados recentes divulgados pelo Procon-SP revelam um crescimento vertiginoso de 220% nas queixas relacionadas à comercialização de produtos ligados ao álbum da Copa do Mundo de 2026.

Em abril, o órgão de defesa do consumidor havia registrado 34 ocorrências dessa natureza. No mês seguinte, em maio, esse número saltou expressivamente para 109 denúncias consolidadas.

O levantamento do Procon-SP destaca que a imensa maioria das ocorrências envolve negociações iniciadas em plataformas digitais, com ênfase para redes sociais, grupos de aplicativos de mensagens e marketplaces não oficiais.

Entre os principais problemas relatados estão a não entrega das mercadorias, anúncios manifestamente enganosos, venda de produtos comprovadamente falsificados e a aplicação de golpes financeiros diretos, nos quais o vendedor desaparece após receber o pagamento, frustrando a expectativa de quem apenas buscava completar sua coleção.

Cuidados na hora da compra

Diante desse cenário de vulnerabilidade estrutural nas redes, especialistas do Procon-SP enfatizam que a pressa e a atração por valores irreais são os piores inimigos do consumidor.

A recomendação do órgão é incisiva: o colecionador deve adotar uma postura investigativa antes de fechar qualquer negócio na internet. Ofertas que apresentam preços significativamente abaixo da média praticada pelo mercado oficial devem ser encaradas com extrema desconfiança, pois costumam ser a isca primária para as fraudes.

Além disso, a verificação de dados básicos, como a existência de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo, endereço físico confirmável e canais de atendimento ao cliente que realmente funcionem, é um passo indispensável para garantir a segurança da transação.

Apreensão na Baixada Fluminense

Enquanto os órgãos de defesa do consumidor lidam com as consequências das fraudes no ambiente virtual, a polícia atua na repressão da origem física desses produtos ilícitos. Um exemplo contundente dessa ofensiva ocorreu no estado do Rio de Janeiro.

Em uma ação deflagrada na última quinta-feira, agentes da Polícia Civil realizaram uma apreensão expressiva no município de Nova Iguaçu, localizado na Baixada Fluminense.

A operação policial interceptou um esquema de distribuição logística em larga escala, resultando na apreensão de impressionantes 200 mil figurinhas falsificadas do álbum oficial da Copa do Mundo.

De acordo com as informações divulgadas pela corporação, todo o material ilícito estava acondicionado no compartimento de bagagens de um ônibus e tinha como destino certo o abastecimento do comércio irregular na capital fluminense e em diversos pontos estratégicos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A ação em Nova Iguaçu não se restringiu aos cromos colecionáveis. Durante a mesma abordagem, os policiais civis também confiscaram milhares de camisas falsificadas da Seleção Brasileira.

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