
HANTAVÍRUS
https://m.economictimes.com/news/international/us/what-is-deadly-hantavirus-and-how-does-its-human-to-human-transmission-occurs-who-flags-suspected-cruise-ship-spread/amp_articleshow/130834502.cms
O aumento recente de casos de hantavírus no Brasil e no exterior, incluindo registros em um cruzeiro entre Argentina e Cabo Verde, reacendeu a preocupação sobre a doença. No entanto, o infectologista Evaldo Stanislau, colunista da Bandeirantes, afirma não haver motivo para alarme generalizado.
Segundo ele, trata-se de uma doença conhecida, com baixa capacidade de transmissão entre humanos na maioria das variantes.
Transmissão depende principalmente de roedores
Stanislau explica que a forma mais comum de contágio ocorre por meio do contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados, especialmente em áreas rurais.
“É uma zoonose clássica, transmitida de animais para humanos, principalmente em ambientes com presença de ratos”, afirmou.
Forma específica pode permitir transmissão entre humanos
O especialista destaca que uma variante específica do vírus, encontrada na América do Sul, pode permitir transmissão entre pessoas, mas apenas em situações de contato muito próximo.
Esse fator ajudou a explicar o surto observado em um cruzeiro, onde havia ambiente fechado e convivência intensa entre passageiros.
Doença exige atenção, mas não deve gerar medo
Apesar da letalidade elevada em casos graves, o médico reforça que a infecção não se espalha com facilidade como vírus respiratórios, como influenza ou Covid-19.
“Não há risco de uma nova pandemia. A capacidade de infecção é muito menor”, afirmou.
Sintomas e quando procurar atendimento
O infectologista alerta que pessoas expostas a ambientes rurais devem ficar atentas a sintomas como febre persistente e evolução para problemas respiratórios.
Nesses casos, a recomendação é procurar atendimento médico imediato, já que o diagnóstico precoce é fundamental.
Prevenção no ambiente rural é essencial
Evaldo Stanislau reforça medidas de prevenção para trabalhadores rurais, como uso de luvas, máscaras e higiene adequada ao lidar com grãos, animais ou locais com presença de roedores.
Segundo ele, essas medidas reduzem significativamente o risco de contaminação.
Ciência e vigilância ajudam a controlar doenças
O médico também destacou o papel da vigilância epidemiológica no Brasil, que permite monitoramento em tempo quase real de doenças infecciosas.
Ele afirmou que o país avançou na detecção e acompanhamento de casos, melhorando a resposta das autoridades de saúde.
“Não é medo, é atenção”, diz especialista
Para o infectologista, o principal cuidado deve ser a informação correta e a atenção aos sintomas, sem pânico. “Não precisamos de medo, precisamos de atenção e de ciência”, concluiu.
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