A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (23) em Olinda, Pernambuco, um homem acusado de ameaçar de morte o youtuber Felca, após a divulgação de um esquema de exploração sexual de menores nas redes sociais. O suspeito foi identificado como Caio Lucas e é apontado como responsável por enviar mensagens de intimidação contra o influenciador digital.
De acordo com as investigações, a polícia chegou ao acusado após a quebra do sigilo de contas de e-mail utilizadas nas ameaças. A análise dos dados permitiu rastrear a localização do suspeito e cumprir mandados com apoio da Polícia Civil de Pernambuco. No momento da prisão, os agentes encontraram um computador com a página da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco aberta, levantando suspeitas sobre o acesso a dados sigilosos.
Segundo suspeito também é investigado
Além de Caio Lucas, outro homem identificado como Paulo Vinícius também estava no local e utilizava um computador com informações pessoais de terceiros. Ele foi detido em flagrante e será investigado por participação nas ameaças. Segundo a polícia, ambos armazenavam dados como nomes, endereços, placas de veículos e informações sigilosas, que podem ter sido usados para intimidação.
Contexto das ameaças
As ameaças contra Felca começaram após ele divulgar denúncias feitas pelo influenciador Ítalo Santos e por seu marido, Israel Vicente, sobre um esquema de exploração sexual infantil. O caso ganhou repercussão nacional e expôs uma rede criminosa que atuava em ambientes virtuais.
Desde então, Felca relatou ter recebido diversas mensagens hostis e procurou a polícia, que passou a investigar os autores das intimidações. A prisão de Caio Lucas e Paulo Vinícius é considerada um avanço para a apuração do caso.
Transferência de acusados
Paralelamente, a Justiça autorizou a transferência de Ítalo Santos e Israel Vicente de São Paulo para a Paraíba, estado de origem dos dois. Embora os documentos já estejam assinados, ainda não há previsão para a mudança.
As autoridades reforçam que o caso também expõe os riscos ligados ao acesso ilegal de dados pessoais. O uso de sistemas públicos de forma criminosa para obter informações sigilosas é investigado e deve ampliar o inquérito contra os suspeitos.
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