O ex-presidente do Banco dos Brics, Marco Troyjo, afirmou que o impacto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tende a ser limitado do ponto de vista macroeconômico. Em entrevista ao Jornal Gente, ele destacou que a pauta de exportações do Brasil está hoje mais voltada para a Ásia do que para o mercado norte-americano.
Segundo Troyjo, cerca de 50% das exportações brasileiras têm como destino países asiáticos, enquanto os Estados Unidos respondem por menos de 10% das vendas externas do país. Ele explicou que, dos aproximadamente US$ 35 bilhões a US$ 36 bilhões exportados anualmente para os EUA, o volume potencialmente afetado pelas novas tarifas representa cerca de US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões.
Na avaliação do economista, esse montante equivale a menos de 3% das exportações totais do Brasil e representa pouco mais de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que reduz o potencial de impacto sobre a economia nacional.
Troyjo ressaltou ainda que o Brasil está em posição mais favorável do que economias altamente dependentes do mercado americano, como México, Vietnã, China e Alemanha, que possuem maior exposição às mudanças na política comercial dos Estados Unidos. Para ele, embora alguns setores específicos possam sentir os efeitos das tarifas, o impacto sobre a economia brasileira como um todo tende a ser relativamente reduzido.
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