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Indústria amplia produção e aposta em alta nas vendas de Páscoa

Com maior variedade de chocolates e expectativa positiva de consumo, indústria reforça produção para a Páscoa e amplia contratações temporárias no país

Por Redação
REDAÇÃO

14/03/2026 • 11:06 • Atualizado em 14/03/2026 • 11:06

Páscoa

Páscoa

Fabio Pozzebom/Agência Brasil

A indústria brasileira de chocolates projeta crescimento nas vendas durante a Páscoa e ampliou a produção de ovos de chocolate neste ano. A avaliação é do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas, Jaime Recena, que aponta um cenário otimista para o setor.

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Segundo ele, os produtos típicos da data começaram a chegar aos pontos de venda com antecedência, estratégia necessária para atender a logística de distribuição em todo o país. A expectativa é de maior oferta nas prateleiras e boa demanda dos consumidores.

Neste ano, a indústria disponibilizou mais de 800 produtos relacionados à Páscoa, sendo cerca de 130 lançamentos inéditos. O portfólio inclui desde ovos de chocolate até bombons, tabletes e outras opções com diferentes faixas de preço.

De acordo com Recena, a diversidade de produtos é uma característica importante do setor, que busca atender diferentes perfis de consumidores. Assim, quem procura opções mais acessíveis pode optar por chocolates em barra ou bombons, enquanto os produtos mais elaborados continuam disponíveis para quem busca novidades.

Entre os lançamentos estão chocolates com ingredientes como pistache, castanhas, amendoim e outras combinações que acompanham tendências de consumo. A indústria também tem investido em inovação para atender demandas específicas, como produtos sem lactose ou com menor teor de açúcar.

Outro destaque é o crescimento de chocolates com maior percentual de cacau e da produção conhecida como “bean to bar”, modelo que valoriza o controle de toda a cadeia produtiva, desde a amêndoa até o produto final.

O Brasil possui toda a cadeia do chocolate, desde o cultivo do cacau até o processamento e a fabricação dos produtos. Apesar disso, o país ainda não é autossuficiente na produção da matéria-prima, mas há iniciativas para ampliar a produção nacional.

Para atender à demanda da Páscoa, o setor também registrou aumento nas contratações temporárias. Segundo a indústria, houve crescimento de cerca de 50% nas vagas em relação ao ano anterior.

As contratações começam meses antes da data, geralmente entre agosto e setembro, período em que inicia a produção dos itens sazonais. Entre 20% e 30% dos trabalhadores temporários acabam sendo efetivados posteriormente pelas empresas.

No cenário internacional, o mercado de cacau tem enfrentado volatilidade nos preços. Problemas climáticos em grandes produtores mundiais, como Costa do Marfim e Gana, provocaram forte redução na produção e elevaram os preços da commodity nos últimos anos.

Apesar das oscilações, a indústria afirma que não há risco de falta de cacau ou de chocolate no mercado neste ano. A cadeia produtiva está abastecida e preparada para atender à demanda da Páscoa, uma das datas mais importantes para o setor.