Rádio Bandeirantes
Rádio Bandeirantes

Instituto de Física da USP dá ultimato para evitar perda do semestre

Instituto de Física dá ultimato a alunos enquanto assembleias definem futuro da paralisação

Por Redação
REDAÇÃO

25/05/2026 • 11:55 • Atualizado em 25/05/2026 • 11:56

USP

USP

Divulgação

A paralisação de estudantes da Universidade de São Paulo (USP), iniciada em 14 de abril, entra em uma semana decisiva com ameaças de perda de semestre e novas assembleias marcadas para esta segunda-feira (25).

Compartilhar

O movimento, que começou em alguns cursos e se espalhou pela universidade, já provoca impactos acadêmicos e amplia o clima de tensão entre alunos, professores e a reitoria.

O Instituto de Física da USP foi um dos primeiros a endurecer o discurso diante da continuidade da paralisação.

A direção informou que os estudantes precisam retornar às aulas imediatamente para evitar o comprometimento do semestre letivo.

A situação é ainda mais delicada para os alunos ingressantes deste ano, os chamados calouros, que podem ter a matrícula cancelada e perder o vínculo com a universidade caso o calendário acadêmico não seja retomado.

Nesta segunda-feira, diferentes cursos realizam assembleias para decidir os próximos passos do movimento.

Na Escola Politécnica (Poli), estudantes de engenharia se reuniram em assembleia geral para deliberar sobre a manutenção ou encerramento da greve. Após o encontro dos alunos, está prevista também uma reunião com representantes da diretoria da faculdade.

Na semana passada, outros cursos já haviam tomado decisões distintas sobre a paralisação.

Os estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco optaram por manter a greve.

Já na Faculdade de Medicina, houve um acordo entre estudantes e direção da unidade.

A instituição se comprometeu a atender parte das reivindicações relacionadas à estrutura e aos programas acadêmicos, além de garantir que os alunos participantes da paralisação não sofrerão retaliações.

Também foi acertada a reposição das atividades acadêmicas perdidas, dentro do possível.

Outro fator que pode ampliar a crise é a possível adesão dos professores ao movimento. A Associação dos Docentes da USP realiza uma assembleia geral para decidir se entrará oficialmente em greve.

Na semana passada, a entidade já havia aprovado um indicativo de paralisação, mas a decisão definitiva será tomada agora.

Tópicos relacionados