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Investigados da Operação Narcofluxo são soltos

Justiça determina liberação de MC Ryan SP e outros investigados após descumprimento de prazos legais para conclusão do inquérito; PF aponta lavagem de R$ 1,6 bilhão.

Da redação
DA REDAÇÃO

14/05/2026 • 14:26 • Atualizado em 14/05/2026 • 23:21

MC Ryan

MC Ryan

Reprodução/Brasil Urgente

A Polícia Federal e o Poder Judiciário confirmaram, nesta quinta-feira, a soltura dos principais alvos da Operação Narcofluxo. O cantor MC Ryan SP deixou a Penitenciária de Mirandópolis, no interior paulista, após o vencimento dos prazos de sua custódia. O mesmo ocorreu com MC Poze do Rodo, liberado do complexo de Bangu (RJ), e com o influenciador Cris Dias, que deixou o Centro de Detenção Provisória de Suzano (SP).

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Motivações Jurídicas da Soltura

A liberdade dos investigados não representa a conclusão do processo ou a absolvição dos réus. A decisão baseia-se estritamente em excesso de prazo processual. De acordo com o rito legal, após a decretação da prisão preventiva, o Estado possui um prazo de 15 dias para concluir o inquérito policial. Como o período expirou sem a finalização da peça investigativa, a manutenção da prisão tornou-se ilegal.

Anteriormente, o processo já havia registrado uma falha técnica: a decretação de uma prisão temporária de 30 dias, embora o limite legal para o pedido feito pela autoridade policial fosse de apenas cinco dias. O descumprimento desses prazos previstos no Código de Processo Penal motivou o relaxamento das prisões.

O Inquérito e a Lavagem de Dinheiro

A Operação Narcofluxo investiga uma rede de lavagem de dinheiro com movimentação estimada em R$ 1,6 bilhão em dois anos. A Polícia Federal sustenta que o esquema utilizava a estrutura de carreiras artísticas, empresas de eventos, rifas digitais e plataformas de apostas para legalizar capital oriundo do tráfico de drogas e de facções criminosas.

MC Ryan SP é apontado nos relatórios da PF como um dos principais beneficiários do fluxo financeiro. Apesar da soltura, todos os envolvidos seguem com restrições judiciais e as investigações continuam com a análise de dados obtidos em celulares e computadores apreendidos.