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Juros reais acima de 8% colocam Brasil na “zona da morte”, diz Rabello

Economista afirma que taxa real de juros acima de 7% dificulta investimentos, produção e crescimento econômico no país.

Da redação
DA REDAÇÃO

17/06/2026 • 10:16 • Atualizado em 17/06/2026 • 10:16

O mercado financeiro acompanha nesta quarta-feira (17) mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, em meio às expectativas sobre o futuro da taxa básica de juros.

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Durante participação no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o economista Paulo Rabello de Castro afirmou que o Brasil vive um momento crítico por causa do elevado nível dos juros reais.

Segundo ele, a taxa de juros descontada da inflação já supera 8%, patamar considerado perigoso para a atividade econômica. O economista classificou esse cenário como uma “zona da morte”, comparando a situação ao ponto mais extremo da escalada do Monte Everest, onde a falta de oxigênio compromete a sobrevivência dos alpinistas.

Juros elevados dificultam a atividade produtiva

De acordo com Paulo Rabello, sempre que os juros reais ultrapassaram a faixa de 7% na história recente do país, a economia enfrentou dificuldades relevantes. Na avaliação dele, o atual patamar reduz a capacidade de investimento e torna mais difícil a manutenção das atividades produtivas.

O economista argumenta que poucas atividades conseguem gerar retorno suficiente para compensar um custo de capital tão elevado. Segundo ele, quando recorrem ao sistema bancário, empresários costumam enfrentar taxas ainda maiores do que a taxa básica definida pelo Banco Central.

Expectativa sobre decisão do Copom

O mercado aguarda a decisão do Copom sobre a Selic. Paulo Rabello afirmou que a expectativa é de uma redução modesta de 0,25 ponto percentual, embora parte dos analistas considere a possibilidade de manutenção da taxa atual.

Segundo ele, o Banco Central enfrenta o desafio de controlar a inflação em um cenário de desequilíbrio fiscal. O economista destacou que a inflação segue pressionada e pode terminar o ano acima do teto da meta estabelecida.

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