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Brasil

Justiça autoriza exumação do corpo de PM encontrada morta no Brás

Nova perícia vai tentar esclarecer se morte da soldado Gisele Alves Santana foi suicídio ou feminicídio; caso ocorre às vésperas do Dia Internacional da Mulher.

2 min

06/03/2026 11:14 • Atualizado há 233 dias

Justiça autoriza exumação do corpo de PM encontrada morta no Brás

A Justiça de São Paulo autorizou a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, no bairro do Brás, na região central da capital paulista. A nova perícia foi solicitada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil para ajudar a esclarecer se a morte foi suicídio ou homicídio.

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O caso, que tramita em segredo de Justiça, foi inicialmente registrado como suicídio, mas acabou reclassificado como morte suspeita durante as investigações.

A defesa da família da policial divulgou uma imagem do local da morte. A fotografia foi tratada para preservar o corpo da vítima, mas mostra a mão de Gisele segurando a pistola de onde teria partido o disparo. Segundo os advogados, a posição da arma não seria compatível com um suicídio.

De acordo com a análise preliminar da defesa, se o disparo tivesse sido feito pela própria policial, a arma provavelmente teria caído e se afastado do corpo. Na imagem, no entanto, a pistola aparece firme na mão da vítima, ao lado do corpo.

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Com a exumação autorizada, peritos devem realizar uma nova análise para determinar a distância do disparo. As marcas deixadas na cabeça da policial podem indicar se o tiro foi efetuado por ela mesma ou por outra pessoa.

O marido de Gisele, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, relatou à polícia que encontrou a esposa já morta dentro do apartamento. Ele afirmou ainda que tomou banho antes de ir à delegacia registrar o caso.

A família da policial afirma que ela vivia um relacionamento abusivo e relatou episódios de violência psicológica. O oficial pediu afastamento da Polícia Militar após a morte da esposa. Até o momento, ele não é tratado como suspeito pela investigação.

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A previsão é que a nova perícia no corpo da policial comece neste sábado.

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