Resumo
A revogação das prisões de todos os investigados detidos na Operação Exchange foi determinada pela Justiça Federal de Santos, beneficiando sete pessoas, incluindo Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que foi alvo de sanções inéditas impostas pelos Estados Unidos contra integrantes de facções brasileiras classificadas como organizações terroristas.
A Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal após compartilhamento de dados com autoridades norte-americanas, investiga um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvido em tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, venda de haxixe e uso de criptomoedas.
As investigações identificaram Vitor Chimada como líder do grupo e Stella Stefanie como secretária e responsável pela contabilidade da organização, sendo ambos alvos de medidas restritivas dos EUA, como bloqueio de bens e proibição de entrada no país, enquanto Vitor segue foragido e todos os detidos foram libertados por decisão judicial.
A Justiça Federal de Santos determinou a revogação da prisão de todos os investigados que haviam sido detidos na semana passada em uma grande operação realizada pela Polícia Federal.
Entre as pessoas beneficiadas pelo alvará de soltura está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Ela é apontada pelas investigações como a primeira cidadã brasileira a sofrer sanções práticas decorrentes da decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como organizações terroristas.
A ação policial no Brasil, denominada Operação Exchange, investiga a atuação de um braço do PCC envolvido com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro por meio de empresas laranjas, venda de haxixe e utilização de criptomoedas.
A operação brasileira foi deflagrada a partir do compartilhamento de dados e informações obtidos pela investigação realizada nos Estados Unidos.
Na quarta-feira da semana passada, o governo dos Estados Unidos anunciou formalmente uma lista de punições voltada a brasileiros e empresas ligadas ao crime organizado.
As medidas aplicadas contra Stella Stefanie e outros integrantes do grupo incluem restrições severas:
- Bloqueio total de bens e empresas que eventualmente operem nos Estados Unidos.
- Proibição de operar ou entrar no país, sob risco de prisão em território norte-americano.
- Classificação dos indivíduos sancionados como personas não gratas nos Estados Unidos.
Dois dias após esse anúncio, na sexta-feira, a operação policial foi realizada no Brasil, resultando na prisão de sete pessoas, incluindo Stella Stefanie.
Segundo as apurações da Polícia Federal, esse núcleo do PCC é responsável por vender drogas para o exterior e dissimular os valores obtidos utilizando dezenas de empresas de fachada para lavar o dinheiro.
As investigações apontam que o grupo criminoso era liderado por Vitor Chimada (também grafado como Vitor Chumada), que atualmente se encontra foragido.
Stella Stefanie, identificada como prima de Chimada, atuava diretamente no grupo exercendo a função de secretária, sendo a pessoa responsável por cuidar das contas e de toda a contabilidade financeira da organização.
Na terça-feira, quatro dias após a realização das prisões temporárias, a juíza federal Mônica Aparecida Bonavina Camargo, da Justiça Criminal Federal de Santos, assinou o alvará de soltura para todos os detidos na operação.
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