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Kassab confirma candidato do PSD e defende via moderada em 2026

Presidente do PSD afirma que partido lançará nome próprio à Presidência, rejeita alianças antecipadas e aposta no fim da polarização

Por Redação
REDAÇÃO

02/02/2026 • 11:27 • Atualizado em 02/02/2026 • 11:27

Gilberto Kassab

Gilberto Kassab

Reprodução/Band

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido terá candidato próprio à Presidência da República nas eleições de 2026 e defendeu a construção de uma alternativa política moderada, fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo. A declaração foi feita durante entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, com transmissão simultânea pela BandNews TV e plataformas digitais do grupo.

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Segundo Kassab, o PSD vive um momento de fortalecimento político e se prepara para disputar o Palácio do Planalto com um projeto nacional estruturado. O dirigente confirmou que o partido conta atualmente com três pré-candidatos à Presidência: os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). De acordo com ele, a definição do nome que encabeçará a chapa ocorrerá de forma consensual, após um período de debates internos e apresentação pública das propostas.

Kassab destacou que a antecipação do debate eleitoral é um fenômeno impulsionado pelas redes sociais, que ampliaram a cobrança sobre gestores e líderes políticos. Nesse contexto, afirmou que o PSD pretende aproveitar os próximos meses para apresentar ao eleitorado as ideias e experiências administrativas de seus pré-candidatos. Para o presidente do partido, o fato de haver três nomes qualificados não representa fragilidade, mas sim demonstra a força da legenda.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o PSD funcionar como uma “terceira via”, Kassab rejeitou o rótulo. Segundo ele, o partido busca se consolidar como uma alternativa principal, com um projeto de centro-direita baseado no diálogo institucional, no respeito à democracia e na convivência com posições divergentes. Na avaliação do dirigente, o eleitorado demonstra cansaço com a polarização extrema e manifesta interesse crescente por uma opção mais equilibrada.

Durante a entrevista, Kassab afirmou que o PSD respeita tanto a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto eventuais nomes ligados ao bolsonarismo, como Flávio Bolsonaro. Ele classificou a candidatura bolsonarista como de direita e a do PSD como de centro-direita, avaliando que eventuais convergências ocorreriam apenas em um segundo turno. Ainda assim, demonstrou confiança de que o candidato do PSD poderá chegar ao segundo turno e disputar diretamente a Presidência.

O presidente do PSD também abordou a diversidade interna do partido, que reúne lideranças com diferentes alinhamentos regionais. Ele citou como exemplo a Bahia, onde o senador Otto Alencar mantém aliança local com o PT, ressaltando que isso não impede a existência de palanques do PSD para a candidatura presidencial da legenda. Kassab afirmou que o partido saberá administrar essas diferenças sem comprometer o projeto nacional.

Sobre sua relação com governos estaduais e federais, Kassab negou qualquer ambiguidade. Declarou que o PSD integra formalmente o governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, com participação ativa desde a campanha eleitoral, e afastou a hipótese de alinhamento partidário com o governo Lula. Segundo ele, ministros filiados ao PSD no governo federal atuam por decisões pessoais e não por orientação da legenda.

Na entrevista, Kassab também defendeu temas que considera centrais para o debate nacional, como o combate à corrupção, o aumento da transparência na gestão pública, a reforma do sistema eleitoral com a adoção do voto distrital e o fim da reeleição. Para ele, essas pautas têm sido negligenciadas nos últimos anos e precisam voltar ao centro da agenda política.

Ao comentar a segurança pública, Kassab afirmou que o tema será prioritário na campanha e demonstrou otimismo quanto ao uso da tecnologia no combate ao crime. Ele defendeu maior integração entre estados, investimentos em monitoramento e modernização das políticas de segurança, além de maior autonomia estadual, sempre com coordenação nacional.

Por fim, Kassab se posicionou favoravelmente à criação de um Código de Conduta para magistrados e defendeu a fixação de idade mínima de 60 anos para indicações aos tribunais superiores, além de quarentena para atuação política ou advocacia após a saída do cargo. Segundo ele, essas medidas seriam fundamentais para fortalecer a credibilidade do Judiciário e aprimorar as instituições democráticas do país.