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Lula abre COP30 em Belém e segue para cúpula da CELAC na Colômbia

Presidente lidera abertura da COP30 em Belém e depois viaja à Colômbia para encontro da CELAC, com foco na Venezuela.

Por Redação
REDAÇÃO

06/11/2025 • 09:33 • Atualizado em 06/11/2025 • 09:33

Lula participa da COP30 e da cúpula da CELAC

Lula participa da COP30 e da cúpula da CELAC

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A cidade de Belém recebe a COP30, encontro que marca os dez anos do Acordo de Paris e coloca a Amazônia no centro das atenções internacionais. O evento reúne mais de 130 autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fará o discurso de abertura, seguido por líderes da ONU e da Organização Meteorológica Mundial.

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Entre os chefes estrangeiros confirmados estão o príncipe William, o presidente francês Emmanuel Macron, o alemão Frederic Mertz e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Um dos destaques do encontro é o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposta do Brasil que prevê remuneração a países que preservam sua vegetação nativa, com aportes iniciais de Brasil e Indonésia e previsão de atingir 125 bilhões de dólares.

Após sua participação em Belém, o presidente Lula deve interromper as atividades na COP30 no fim de semana para participar da Cúpula da CELAC, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, que será realizada na Colômbia nos dias 9 e 10.

De acordo com o chanceler Mauro Vieira, o foco do governo brasileiro na reunião será a solidariedade à Venezuela, que sofre pressão dos Estados Unidos. O ministro afirmou que o encontro reforça a posição do Brasil e da América Latina como uma região de paz e cooperação, e destacou que a iniciativa não interfere nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Durante a cúpula, pode haver uma declaração conjunta de apoio à Venezuela, dependendo das negociações entre os países. O Brasil tenta atuar como mediador entre Caracas e Washington, embora o presidente americano Donald Trump tenha se posicionado contra essa iniciativa.

O tema, no entanto, não é consenso na região. Argentina, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Chile não apoiam o governo de Nicolás Maduro. Pesquisa do Instituto Atlas Intel aponta que 74% dos latino-americanos acreditam que a Venezuela seria melhor para o Brasil sem o atual líder.

O governo brasileiro mantém uma postura cautelosa diante da crise venezuelana. O país não reconheceu formalmente a eleição de Maduro, mas também não liderou movimentos regionais para resolver a situação. Enquanto isso, a COP30 mantém o Brasil e a Amazônia sob os holofotes internacionais, com Belém como palco principal das discussões climáticas.

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