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Lula chama atual Congresso de “baixo nível” e constrange aliado

Durante evento no Rio, presidente Lula atacou a extrema-direita e disse que Congresso nunca teve qualidade tão baixa, constrangendo Hugo Motta

Por Redação
REDAÇÃO

16/10/2025 • 09:53 • Atualizado em 16/10/2025 • 09:53

Lula e Hugo Motta

Lula e Hugo Motta

Ricardo Stuckert/PR

Em evento realizado no Rio de Janeiro para celebrar o Dia do Professor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao atual Congresso Nacional, classificando-o como o de "mais baixo nível" da história recente. A declaração foi feita na presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), aliado do governo, que ficou visivelmente constrangido.

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Lula discursava para uma plateia simpática ao PT quando afirmou, olhando diretamente para Hugo Motta: “Esse Congresso nunca teve a qualidade de baixo nível como tem agora.” O presidente prosseguiu direcionando ataques à extrema-direita, mencionando negação da pandemia, rejeição à vacina e incentivo ao uso de medicamentos ineficazes.

Hugo Motta, que havia falado pouco antes e foi vaiado pelo público com gritos de "sem anistia", optou por responder com cautela. Em entrevista posterior, afirmou que as críticas pareciam ser endereçadas à extrema-direita, mas que, se fossem ao Congresso como um todo, discordava veementemente. Motta lembrou que a Câmara aprovou quase todas as propostas enviadas pelo governo em 2025.

A fala presidencial gerou ampla repercussão política. Parlamentares da oposição classificaram as declarações como ofensivas e desrespeitosas ao Legislativo. Já integrantes da base aliada saíram em defesa de Lula, afirmando que a avaliação do presidente reflete a qualidade da atual composição do Congresso.

A postura de Lula surpreendeu setores do meio político que veem no presidente um articulador experiente. Com uma base reduzida — inferior a 100 deputados — e dependente do Centrão para aprovar matérias relevantes, Lula enfrenta dificuldades constantes no Congresso. A crítica pública a uma das Casas Legislativas, ainda mais na presença de seu presidente, levantou questionamentos sobre a estratégia do Palácio do Planalto.

O episódio reforça o ambiente de tensão entre Executivo e Legislativo e levanta dúvidas sobre a capacidade do governo em articular votações fundamentais para seu programa. Com a eleição de 2026 no horizonte e um Congresso pouco receptivo a novos impostos, a relação entre Lula e os parlamentares tende a continuar marcada por embates.

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