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Lula diz que Brasil sofre menos impacto da crise entre Irã e EUA

Conflito entre Irã e Estados Unidos eleva tensão no Oriente Médio e afeta petróleo, câmbio e mercados globais, com impacto reduzido no Brasil, segundo Lula.

Por Redação
REDAÇÃO

20/04/2026 • 10:52 • Atualizado em 20/04/2026 • 10:52

Lula

Lula

REUTERS/Adriano Machado

Em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil é um dos países menos afetados pelos desdobramentos do conflito.

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A declaração foi feita durante um evento na Alemanha, em um contexto de instabilidade geopolítica marcada por impasse diplomático, troca de acusações entre os dois países e impacto direto nos mercados internacionais de energia.

Segundo Lula, a trajetória do Brasil na ampliação de fontes renováveis de energia contribui para reduzir a vulnerabilidade do país às oscilações provocadas por conflitos externos. O presidente destacou que essa matriz energética mais diversificada fortalece a segurança energética nacional.

Ele também afirmou que o Brasil não estaria sofrendo os mesmos efeitos observados em outras economias com o aumento do preço do petróleo, atribuindo essa condição às políticas adotadas e ao fato de o país importar uma parcela limitada de combustíveis.

O cenário internacional, no entanto, segue pressionado pela disputa entre Irã e Estados Unidos, especialmente em torno do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. A instabilidade tem provocado volatilidade nos preços do barril de petróleo tipo Brent, que oscilou entre altas expressivas e recuos nas últimas semanas, voltando a superar a marca de 95 dólares em meio ao aumento das tensões.

No Brasil, os efeitos aparecem de forma indireta. O mercado financeiro registrou instabilidade, com alternância entre recordes e quedas na Bolsa de Valores ao longo do mês. O dólar, por sua vez, apresentou queda recente, chegando ao menor patamar desde 2024, após oscilar de 5,30 reais para 4,98 reais em um período de um mês.

Apesar das turbulências externas, o governo brasileiro mantém a avaliação de que a estrutura energética do país ajuda a amortecer choques internacionais, especialmente em momentos de crise no mercado global de petróleo.

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