
Lula
Ricardo Stuckert/PR
Em meio à queda de popularidade e à dificuldade de criar fatos novos para impulsionar sua imagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a mirar no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como estratégia de comunicação política. Durante viagem à Europa, Lula ironizou a suposta ambição de Trump em conquistar o Prêmio Nobel da Paz, em uma tentativa de retomar o discurso nacionalista que chegou a surtir efeito em momentos anteriores.
Nos bastidores, aliados avaliam que programas sociais lançados recentemente, como o Pé-de-Meia e iniciativas voltadas ao gás e à renda popular, não têm gerado o impacto esperado na aprovação do governo. A aposta inicial do Planalto era repetir fórmulas que funcionaram em mandatos anteriores, mas o cenário político e digital mudou.
Além disso, pesquisas eleitorais mostram que a eventual polarização com Jair Bolsonaro ou outro nome do bolsonarismo não garante a vantagem que o entorno de Lula imaginava. Lideranças da própria esquerda já reconhecem a dificuldade de conexão com o eleitorado. Em entrevista ao Estadão, a presidente da UNE, Bianca Borges, afirmou que falta à esquerda se conectar com “o sentimento das pessoas”.
A avaliação é de que, sem novidades no arsenal político e de comunicação, Lula seguirá enfrentando obstáculos para reverter a crise de imagem às vésperas da corrida eleitoral de 2026.
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