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"Lutei o bom combate": Jorge Messias reage após rejeição no Senado

O atual Advogado-Geral da União obteve apenas 34 votos favoráveis, sete a menos do que os 41 necessários para a aprovação. Foram registrados 42 votos contrários.

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 21:30 • Atualizado em 29/04/2026 • 21:30

Em um desfecho que quebra um hiato de mais de 130 anos na história política brasileira, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

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Governo cobra explicações e defende currículo

Logo após o anúncio do resultado, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, falou em nome do governo Lula. Padilha lamentou a decisão e ressaltou que Messias preenchia todos os requisitos constitucionais de notório saber jurídico e conduta ilibada.

"O Senado desaprovou o nome do Messias. Cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação. Nós aceitamos o resultado com a maior serenidade possível", afirmou Padilha, reforçando que a indicação foi uma das "melhores da República".

O discurso de Messias: Fé e resiliência

Apesar da derrota inédita na história recente, Jorge Messias demonstrou tranquilidade em seu pronunciamento à imprensa. O indicado agradeceu a confiança do presidente Lula e afirmou que se submeteu ao processo de "coração aberto e alma leve".

Os principais pontos da fala de Jorge Messias:

Aceitação democrática: "A vida é assim. Tem dias de vitórias e dias de derrotas. O plenário do Senado é soberano e nós temos que aceitar o resultado."

Combate às mentiras: Messias denunciou ter sido alvo de um processo de "desconstrução de imagem" e disseminação de mentiras nos últimos cinco meses de campanha.

Fé e propósito: Citando passagens cristãs, afirmou: "Lutei o bom combate. Deus tem um plano para a vida de cada um de nós. Minha história não acaba aqui."

Orgulho da carreira: Destacou ser servidor público concursado e que sua trajetória foi construída pelo estudo e mérito familiar, não dependendo de cargos políticos para sua subsistência.

Impacto político

A rejeição é vista em Brasília como um revés severo para a articulação política do Palácio do Planalto e reflete a forte resistência da oposição e de alas independentes do Senado ao nome de Messias. Com a decisão, o presidente Lula precisará indicar um novo nome para a vaga, o que deve abrir uma nova rodada de intensas negociações no Congresso Nacional.