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André Jorge revela bastidores da saída do Corinthians: “Trouxeram um médico escondido”

Ex-chefe do departamento médico entende que sofreu uma retaliação por motivo político

Da redação
DA REDAÇÃO

17/10/2025 • 19:18 • Atualizado em 17/10/2025 • 19:18

André Jorge, médico que pediu demissão do Corinthians nesta quinta-feira (17), revelou bastidores do desligamento. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele contou que a chegada de outro profissional aconteceu de forma escondida. E isso gerou desgastes que culminaram na decisão dele.

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“Infelizmente pedi meu desligamento do clube, depois de ficar dois meses tentando chegar a um acordo com a nova presidência. Colocaram uma pessoa para assumir o departamento médico no meu lugar, o doutor Ricardo Galotti. Trouxeram ele escondido, sem consultar nem a mim, e nem ao Fabinho Soldado (executivo de futebol). Criou um desconforto natural”, relatou André.

André também revelou que Galotti, ex-São Paulo, chegou a visitar o Centro de Treinamento antes de ser apresentado para a equipe: "Levaram o Galotti ao CT escondido. No outro dia apresentaram para gente como chefe. Não tenho nada contra ele. O problema não é a pessoa. O problema é o processo".

De acordo com André, não havia a necessidade chegada de mais um médico. E isso não fazia sentido financeiramente também: "Eu já estava há quase quatro meses na chefia sem receber aumento salarial, trabalhando em dois períodos. Praticamente tripliquei minha carga horária. Me pediram para esperar pelo aumento. E aí, de repente, recebo a notícia de que contrataram outro chefe com um salário bem mais alto. Aí começou o desgaste. Entendi que não haveria futuro. Não dá para ter dois chefes no mesmo setor”.

Crítica contra Osmar Stábile e retaliação

André Jorge criticou Osmar Stábile, presidente do Corinthians: “Parece uma pessoa boa e honesta, com boas intenções em relação ao clube, mas não tem pulso. O futebol precisa de alguém com comando. Hoje ele atende ao grupo que está por trás e acaba cedendo às pressões”.

André citou especificamente o conselheiro Fran Papaiordanou, dizendo que ele influencia em muitas decisões do Corinthians, mesmo sem estar no CT com frequência.

"Não sei dizer o tamanho da ingerência. Nunca vi ele diretamente, mas sei que ele participa das decisões. Não só ele. E isso interfere bastante. Influencia nas decisões e, consequentemente, nos resultados", comentou.

André disse que tinha uma história mal resolvida do passado com o grupo político de Fran: "Eu participava de uma chapa com eles, mas saí por motivos pessoais. Essa chapa não foi eleita e me culparam por isso. Acho que parte disso tudo é uma retaliação por não terem sido eleitos e pela minha saída".

Questionado se assumiria o departamento médico de outro clube, André descartou: “Nem poderia entrar no vestiário, porque tenho uma tatuagem do Corinthians”.

Ele também afirmou que, a princípio, não pretende voltar para a política do Corinthians. Mas não descarta essa possibilidade no futuro.

Memphis e Garro

André também comentou sobre os cuidados com alguns jogadores, como Memphis e Garro.

“Mesmo antes de chegar, o Memphis tinha histórico de lesões musculares de repetição, então sempre exigiu um cuidado maior. Mantivemos contato com os médicos da seleção da Holanda, combinamos minutagem e tivemos cuidados para evitar novas lesões”, explicou.

“O Garro teve uma lesão muscular na panturrilha. Ele está melhorando do problema do joelho, evoluiu, mas infelizmente teve esse problema muscular. Mas já está cumprindo todos os protocolos e evoluindo bem", concluiu.

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