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Mega show na Paulista depende de aval do MP e enfrenta resistência

Conselho do Ministério Público adia decisão sobre novo evento e debate impacto sonoro e consulta a moradores.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/04/2026 • 11:08 • Atualizado em 24/04/2026 • 11:08

Avenida Paulista

Avenida Paulista

Rovena Rosa/Agência Brasil

Resumo

A realização de um mega show na Avenida Paulista, em São Paulo, permanece indefinida e depende de aprovação do Ministério Público, que analisa proposta da Prefeitura para ampliar o número de grandes eventos na via, atualmente limitada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a três datas anuais.

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo adiou a decisão sobre a alteração no TAC após pedido de vista da promotora Patrícia Aldi, com apoio de outros cinco membros, e a discussão será retomada em 5 de maio, enquanto a proposta sugere a realização de um novo show em 2026 e a ampliação gradual dos eventos a partir de 2027.

O impacto sonoro dos eventos é a principal preocupação de promotores, moradores e associações locais, sendo debatida a necessidade de ouvir a população, enquanto a Prefeitura defende sua prerrogativa de gestão e especialistas destacam limitações estruturais da Paulista em comparação a outros locais, deixando a decisão final ainda pendente.

Mega show na Paulista segue indefinido

A realização de um mega show na Avenida Paulista, em São Paulo, ainda depende de aval do Ministério Público. A proposta, defendida pela Prefeitura, prevê a ampliação do número de grandes eventos na via, hoje limitada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

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Atualmente, a Paulista recebe apenas três grandes eventos por ano: a Parada do Orgulho LGBT, a Corrida de São Silvestre e as celebrações de Réveillon. A intenção da administração municipal é incluir ao menos um grande show adicional já no segundo semestre.

Decisão é adiada após pedido de vista

O tema foi analisado pelo Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo, órgão responsável por validar alterações no TAC. No entanto, não houve decisão definitiva.

Um pedido de vista apresentado pela promotora Patrícia Aldi, acompanhado por outros cinco integrantes do colegiado, adiou a deliberação. O conselho é composto por 11 promotores, e a discussão será retomada em 5 de maio.

Proposta prevê ampliação gradual

A proposta em análise prevê a realização de um mega show ainda em 2026, possivelmente no dia 5 de setembro. A partir de 2027, o plano é permitir dois eventos desse porte por ano, um em cada semestre, além das três datas já tradicionais.

A Prefeitura argumenta que a mudança no TAC já havia sido discutida anteriormente e que o prazo para organização do evento está apertado, o que pode comprometer a viabilização do show ainda neste ano.

Impacto sonoro é principal preocupação

O principal ponto de divergência entre os promotores é o impacto sonoro causado por eventos de grande porte na Avenida Paulista. Moradores da região e associações locais têm manifestado preocupação com o aumento do ruído.

Durante a análise, integrantes do conselho destacaram a necessidade de ouvir a população antes de qualquer decisão. O Ministério Público avalia a realização de oitivas com representantes da sociedade civil para aprofundar o debate.

Prefeitura defende prerrogativa de gestão

O prefeito de São Paulo afirmou que a definição de políticas públicas é atribuição do Executivo municipal, eleito democraticamente. Segundo ele, não haveria impedimentos para a ampliação dos eventos, uma vez que o tema já vinha sendo discutido há cerca de um ano.

Por outro lado, o Ministério Público sustenta que o TAC existe justamente para equilibrar interesses urbanos, especialmente em uma região com alta densidade populacional e presença de hospitais.

Debate envolve modelo e localização

A discussão sobre o mega show também envolve comparações com eventos realizados em outras cidades, como no Rio de Janeiro. Especialistas e autoridades apontam que, diferentemente de áreas como a orla de Copacabana, a Avenida Paulista apresenta limitações estruturais, como espaço reduzido e intensa circulação urbana.

A definição sobre a realização do evento dependerá das próximas reuniões do Conselho Superior do Ministério Público. Até lá, o projeto segue em análise e sem confirmação oficial.