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Mercado de São Brás renasce como símbolo da COP30 e vitrine da Amazônia preservada

Espaço histórico de 1911 ganha nova vida durante a COP30, enquanto estudo da Embrapa aponta que 84% do bioma Amazônia está preservado.

PEDRO CAMPOS

11/11/2025 • 08:58 • Atualizado em 11/11/2025 • 08:58

Mercado de São Brás é revitalizado para a COP30

Mercado de São Brás é revitalizado para a COP30

Agência Pará

Direto de Belém do Pará, o Mercado de São Brás, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade, foi revitalizado para a COP30. O prédio, construído em 1911 e que estava abandonado, passou por obras que custaram R$ 150 milhões, com verba remanejada de Itaipu.

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O local agora funciona como um centro gastronômico e cultural, com ar-condicionado, banheiros em funcionamento e quiosques que oferecem comidas típicas a preços populares. A parte de trás do mercado abriga famílias da região que produzem refeições acessíveis, mantendo a tradição local.

Antes da revitalização, a área enfrentava problemas de ocupação por usuários de entorpecentes, que foram deslocados para uma rua próxima. O espaço, agora reformado, exibe uma arquitetura preservada e se tornou um dos símbolos das mudanças em Belém durante a conferência.

Dentro da COP30, as negociações seguem em ritmo intenso. Os debates ocorrem em várias salas, com documentos sendo discutidos linha por linha. A imprensa acompanha as atualizações do lado de fora, enquanto representantes de diversos países tentam chegar a consensos sobre os textos que formarão o documento final do encontro.

Durante o evento, a Embrapa divulgou um novo estudo apontando que o bioma Amazônia tem 84% da vegetação nativa preservada. A pesquisadora-chefe Lucila Magalhães explicou que essa conservação ocorre em terras indígenas, florestas, áreas militares, unidades de conservação e propriedades privadas.

Segundo ela, cerca de 14% da área do bioma é usada para produção de fibras, alimentos e energia, e há potencial de ampliação do uso de pastagens já abertas, reduzindo a pressão sobre áreas intactas.

O levantamento também destacou que 65% da vegetação nativa está preservada em todo o país e que 33% do território é utilizado pelo agronegócio, que emprega tecnologia para produção de alimentos sem agredir o meio ambiente.

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