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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega à polícia

Decisão do ministro Gilmar Mendes revogou a soltura de Monique, considerando que sua liberdade representava um risco ao processo e foi fruto de uma manobra da defesa de Jairinho.

Por Redação
REDAÇÃO

20/04/2026 • 13:58 • Atualizado em 20/04/2026 • 13:58

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, durante julgamento do caso

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, durante julgamento do caso

Reginaldo Pimenta/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré no processo que apura a morte da criança em 2021, voltou a ser presa. Ela se entregou em uma delegacia de polícia em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (20), para cumprir um novo mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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A decisão partiu do ministro Gilmar Mendes, que na última sexta-feira revogou a liberdade de Monique. Em seu despacho, Mendes argumentou que a soltura da ré representava um risco à "busca da verdade processual", citando um histórico de coação de testemunhas que justificaria a manutenção da prisão preventiva para garantir a lisura do processo.

Monique havia sido solta em 23 de março deste ano. Na ocasião, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) considerou que o tempo de sua prisão preventiva havia excedido o prazo legal estabelecido, uma vez que ela estava privada de liberdade há quatro anos.

No entanto, o ministro do STF apontou que a soltura foi consequência de uma manobra protelatória da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ex-vereador e companheiro de Monique à época do crime, que também é réu no caso. Os advogados de Jairinho abandonaram a sessão do júri, alegando não terem tido acesso integral às provas do processo, o que forçou o adiamento do julgamento e, na sequência, resultou na liberação de Monique.

Uma sucessão de prisões e solturas

O casal foi preso preventivamente em abril de 2021, um mês após a morte de Henry. Desde então, Monique Medeiros teve uma trajetória marcada por reviravoltas judiciais. Ela chegou a ser solta em 2022, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas retornou à prisão em 2023, também por determinação do STF, que acatou um recurso do Ministério Público.

Relembre o caso

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Ele havia passado o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel, e retornado à casa da mãe por volta das 19h do dia 7 de março, em um condomínio na Barra da Tijuca onde ela morava com Dr. Jairinho.

Durante a madrugada, o casal levou o menino a um hospital, alegando que ele apresentava dificuldades para respirar. O pai foi avisado e se dirigiu à unidade de saúde, mas encontrou o filho já sem vida. O laudo da necrópsia foi conclusivo e apontou que Henry chegou ao hospital já morto, vítima de hemorragia interna e laceração hepática causadas por ação contundente. O exame descreveu um total de 23 lesões, incluindo hematomas, contusão no rim e trauma no pulmão, descartando a possibilidade de um acidente doméstico. Agora, com Monique Medeiros novamente na prisão, ambos aguardam a marcação de uma nova data para o julgamento.