
Alan Greenspan
REUTERS/Lucas Jackson
O cenário econômico internacional registra, nesta segunda-feira (22), a perda de uma de suas figuras de maior centralidade e influência das últimas décadas. O economista Alan Greenspan faleceu aos 100 anos de idade.
O anúncio do falecimento foi realizado de forma oficial por seus familiares nas primeiras horas desta manhã, no horário de Brasília. De acordo com as informações fornecidas e confirmadas pela família de Greenspan, o falecimento ocorreu em decorrência de complicações de saúde decorrentes da doença de Parkinson, enfermidade com a qual o economista convivia.
A trajetória de Alan Greenspan confunde-se com a própria história da economia contemporânea devido à sua longeva e marcante atuação na chefia do Federal Reserve (Fed), instituição que atua como o banco central dos Estados Unidos.
Greenspan presidiu a autoridade monetária norte-americana por um período de quase 19 anos, compreendido entre os anos de 1987 e 2006.
Ao longo de sua gestão frente ao Federal Reserve, Alan Greenspan alcançou ampla notoriedade e fama em nível internacional. As decisões adotadas sob a sua liderança direta influenciaram de forma decisiva o comportamento dos mercados financeiros mundiais e ajudaram a desenhar e estruturar a dinâmica econômica não apenas dos Estados Unidos, mas de todo o planeta.
Diante desse papel de destaque, Greenspan passou a ser amplamente considerado um dos economistas mais influentes e poderosos de sua geração, exercendo um controle direto e respeitado sobre as diretrizes que movimentavam o fluxo de capitais e investimentos globais.
O economista esteve no centro de episódios decisivos, participando ativamente da condução das políticas monetárias durante o ciclo de acentuado crescimento econômico observado na década de 1990.
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