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Morte do cão Orelha gera protestos por justiça animal no Brasil

Atos em diversas capitais cobram punição para responsáveis pela morte do animal em Florianópolis e pedem uma legislação mais severa contra maus-tratos.

Por Redação
REDAÇÃO

02/02/2026 • 12:44 • Atualizado em 02/02/2026 • 12:44

Protestos pelo cão Orelha

Protestos pelo cão Orelha

Reprodução

A morte do cão Orelha, espancado em Florianópolis no início do mês, tornou-se o estopim para uma onda de manifestações que ocupou as ruas de diversas capitais do Brasil. Milhares de pessoas, unidas pela indignação, saíram em passeatas para pedir justiça pelo animal e cobrar uma legislação mais rigorosa contra os maus-tratos. O caso, que ganhou notoriedade nacional, transformou-se em um símbolo da luta pela causa animal no país.

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Em São Paulo, um dos principais centros do país, o protesto teve como palco o vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. O local, tradicionalmente um ponto de encontro para manifestações populares, reuniu centenas de ativistas, protetores independentes e tutores de animais de estimação. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes exigiram a responsabilização criminal dos suspeitos envolvidos na morte de Orelha, destacando a necessidade de uma resposta exemplar do poder público para coibir a violência contra animais.

A mobilização não se restringiu à capital paulista. De norte a sul, o sentimento de revolta se espalhou, resultando em atos organizados em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Salvador. Essa articulação nacional demonstra a força e a capilaridade do movimento, que transcendeu as fronteiras estaduais e uniu diferentes grupos em torno de um objetivo comum: dar um basta à impunidade em casos de crueldade.

Um fator determinante para a dimensão dos protestos foi o poder das redes sociais. Desde que as primeiras notícias sobre o espancamento de Orelha vieram à tona, uma campanha virtual massiva tomou conta de plataformas como Instagram, X (antigo Twitter) e Facebook. A hashtag #JustiçaPorOrelha rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados, servindo como um catalisador para a organização dos atos presenciais. A comoção online foi fundamental para informar a população sobre o ocorrido e canalizar a indignação coletiva em uma ação coordenada.

O clamor popular que ecoou nas ruas e nas redes vai além do caso específico de Florianópolis. Os manifestantes pedem uma revisão e um endurecimento das leis de proteção animal no Brasil. A percepção geral é de que as punições atuais não são suficientes para deter agressores, gerando um ciclo de violência e impunidade. A cobrança é por um sistema legal que trate os crimes contra animais com a seriedade devida, aplicando penas mais severas e garantindo que os culpados sejam efetivamente punidos.

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