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"Ninguém está refém", diz presidente do Santos sobre renovação com Neymar

Teixeira também explicou uma possível ida de Neymar ao Fluminense para a disputa da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos

Da redação
DA REDAÇÃO

21/06/2025 • 23:24 • Atualizado em 21/06/2025 • 23:24

Marcelo Teixeira e Neymar

Marcelo Teixeira e Neymar

REUTERS/Carla Carniel

O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, deu explicações à torcida do Peixe sobre as negociações para a renovação de contrato de Neymar, que vence no próximo dia 30 de junho. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o dirigente negou que o clube esteja "refém" do staff do craque e falou sobre recentes declarações do pai e empresário do atleta.

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"Não há nada, em nenhuma situação, que o Santos fique refém. Quem está por dentro do processo sabe como estão sendo feitas todas as decisões do clube", disse Teixeira. "Ninguém está refém. A NR Sports tem feito parcerias importantes, trazendo empresas, entidades, melhorando a Vila Belmiro, melhorando a ampliação, no CT da base, no CT Rei Pele. Isso é uma relação exatamente de confiança. É uma relação existente do projeto do retorno do Neymar", completou.

Questionado pelas recentes declarações de Neymar pai, o presidente do Peixe negou qualquer tipo de "menosprezo" ao Santos por parte do empresário do atleta. "Fora de campo, o Neymar tem as suas questões, que são sempre muito polêmicas. Todo tipo de declaração, todo tipo de atitude, das suas rotinas, tudo isso também", disse. "Ele é um jogador midiático, ele é um jogador que tem uma repercussão mundial. Então, nós também devemos entender esse tipo de situação que acontece. Nem o pai, nem ele, nunca seriam capazes de fazer qualquer tipo de menosprezo ao Santos", afirmou.

Teixeira também explicou uma possível ida de Neymar ao Fluminense para a disputa da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. Segundo o presidente, a ideia partiu do time das Laranjeiras e a cessão do atleta seria apenas durante o torneio, retornando ao Santos em seguida.

"Consta em contrato que o Santos poderia, em comum acordo com o jogador, liberar para que ele pudesse atuar no Mundial. Ele jogaria, ia ficar na vitrine de uma competição importantíssima a nível internacional. A única alternativa era essa, dele jogar o Mundial e retornar. Mas foi decidido exatamente ao contrário, para que ele pudesse ter um melhor condicionamento durante esse período", disse. "Eu conversei com o Neymar, pai e filho, e chegamos a uma conclusão que ele deveria permanecer trabalhando no Brasil para ele fazer essa recuperação com vistas à continuidade do Brasileiro", completou.