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Nova perícia no corpo da PM Gisele encontra lesões no pescoço

Exumação do corpo da policial, encontrada morta em casa, aponta para escoriações e disparo à queima-roupa, aumentando as suspeitas sobre a versão de suicídio.

Por Redação
REDAÇÃO

10/03/2026 • 15:22 • Atualizado em 10/03/2026 • 15:22

PM Gisele

PM Gisele

Reprodução

Uma nova perícia realizada no corpo da policial militar Gisele Alves, encontrada morta em seu apartamento no Brás, centro de São Paulo, revelou detalhes que aprofundam o mistério sobre o caso. Peritos que participaram da exumação do corpo, solicitada pelo Ministério Público e pela família, identificaram pequenas escoriações no pescoço da soldado. As marcas, que não eram visíveis a olho nu, foram descobertas após um exame mais detalhado, adicionando uma nova camada de complexidade a uma investigação já repleta de inconsistências.

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A soldado foi encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto. A versão inicial, sustentada por ele, era de que Gisele teria tirado a própria vida. No entanto, uma série de fatos suspeitos levantou dúvidas desde o início. A nova perícia constatou que o disparo que a matou foi efetuado de baixo para cima e à queima-roupa. Agora, os investigadores aguardam resultados complementares cruciais, como a análise de possíveis resíduos biológicos sob as unhas da vítima, o que poderia indicar uma luta corporal.

Os questionamentos sobre a versão de suicídio começaram com o comportamento do próprio marido. Em ligações ao 190 e ao Corpo de Bombeiros para pedir socorro, o tenente-coronel demonstrou um tom de voz controlado que chamou a atenção das autoridades. Pouco depois, foi flagrado por câmeras de segurança do condomínio andando sem camisa e falando ao telefone, uma atitude considerada atípica para a gravidade da situação.

Outro ponto que contradiz a versão do marido é o depoimento dos socorristas que prestaram o primeiro atendimento. O tenente-coronel afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo, mas os socorristas relataram no inquérito que não havia água no chão do banheiro. Além disso, uma foto tirada por um dos socorristas, mostrando a arma firmemente encaixada na mão de Gisele, foi anexada ao processo por ser considerada incomum, já que o esperado seria o relaxamento da musculatura após o disparo. Um exame preliminar também não detectou resquícios de pólvora nas mãos da policial.

Para complicar ainda mais o cenário, uma testemunha confirmou em depoimento que, horas após o ocorrido, três policiais militares foram ao apartamento para limpar o local, um ato que pode ser interpretado como adulteração da cena do crime.

Apesar da cadeia de inconsistências, a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto afirma que ele se afastou voluntariamente do cargo, colabora com as investigações e não é considerado suspeito. No momento, a polícia foca em determinar a causa da morte. Se for confirmada a tese de assassinato, o próximo passo será identificar o autor e a motivação do crime.

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