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Nova perícia no corpo da PM Gisele encontra lesões no pescoço

Exumação do corpo da policial, encontrada morta em casa, aponta para escoriações e disparo à queima-roupa, aumentando as suspeitas sobre a versão de suicídio.

2 min

10/03/2026 15:22 • Atualizado há 228 dias

Nova perícia no corpo da PM Gisele encontra lesões no pescoço

Uma nova perícia realizada no corpo da policial militar Gisele Alves, encontrada morta em seu apartamento no Brás, centro de São Paulo, revelou detalhes que aprofundam o mistério sobre o caso. Peritos que participaram da exumação do corpo, solicitada pelo Ministério Público e pela família, identificaram pequenas escoriações no pescoço da soldado. As marcas, que não eram visíveis a olho nu, foram descobertas após um exame mais detalhado, adicionando uma nova camada de complexidade a uma investigação já repleta de inconsistências.

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A soldado foi encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto. A versão inicial, sustentada por ele, era de que Gisele teria tirado a própria vida. No entanto, uma série de fatos suspeitos levantou dúvidas desde o início. A nova perícia constatou que o disparo que a matou foi efetuado de baixo para cima e à queima-roupa. Agora, os investigadores aguardam resultados complementares cruciais, como a análise de possíveis resíduos biológicos sob as unhas da vítima, o que poderia indicar uma luta corporal.

Os questionamentos sobre a versão de suicídio começaram com o comportamento do próprio marido. Em ligações ao 190 e ao Corpo de Bombeiros para pedir socorro, o tenente-coronel demonstrou um tom de voz controlado que chamou a atenção das autoridades. Pouco depois, foi flagrado por câmeras de segurança do condomínio andando sem camisa e falando ao telefone, uma atitude considerada atípica para a gravidade da situação.

Outro ponto que contradiz a versão do marido é o depoimento dos socorristas que prestaram o primeiro atendimento. O tenente-coronel afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo, mas os socorristas relataram no inquérito que não havia água no chão do banheiro. Além disso, uma foto tirada por um dos socorristas, mostrando a arma firmemente encaixada na mão de Gisele, foi anexada ao processo por ser considerada incomum, já que o esperado seria o relaxamento da musculatura após o disparo. Um exame preliminar também não detectou resquícios de pólvora nas mãos da policial.

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Para complicar ainda mais o cenário, uma testemunha confirmou em depoimento que, horas após o ocorrido, três policiais militares foram ao apartamento para limpar o local, um ato que pode ser interpretado como adulteração da cena do crime.

Apesar da cadeia de inconsistências, a defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto afirma que ele se afastou voluntariamente do cargo, colabora com as investigações e não é considerado suspeito. No momento, a polícia foca em determinar a causa da morte. Se for confirmada a tese de assassinato, o próximo passo será identificar o autor e a motivação do crime.

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