Rádio Bandeirantes
Rádio Bandeirantes

Número de detidos por morte de jovem em salto de rope jump sobe para seis

Polícia Civil prende mais três integrantes da equipe técnica em operação que apura dolo eventual e possível destruição de provas digitais.

Da redação
DA REDAÇÃO

20/06/2026 • 16:13 • Atualizado em 20/06/2026 • 16:13

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada em rope jump sem corda

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada em rope jump sem corda

Reprodução/Redes Sociais

As forças de segurança pública localizaram e prenderam, neste sábado (20), mais três indivíduos sob suspeita de envolvimento na trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Farias, de 21 anos. A vítima faleceu após ser arremessada de uma altura estimada em 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, sem estar devidamente conectada aos cabos de segurança da modalidade esportiva conhecida como rope jump. Com esses novos desdobramentos, a investigação já soma seis prisões efetuadas.

Compartilhar

De acordo com o relatório da Secretaria de Segurança Pública (SSP), os alvos da nova fase da operação incluem uma mulher de 29 anos, capturada na capital do Rio de Janeiro, além de dois homens, de 25 e 27 anos, detidos nos municípios paulistas de Limeira e Indaiatuba, respectivamente. Antes deles, três funcionários da empresa promotora do evento já haviam sido autuados preventivamente por determinação judicial.

Além do cumprimento dos mandados de prisão temporária, o Poder Judiciário expediu ordens de busca e apreensão para os domicílios dos investigados. Agentes recolheram celulares, mídias e computadores para tentar recuperar arquivos digitais que possam ter sido apagados de forma proposital logo após o acidente, o que pode configurar o crime de fraude processual. Os profissionais da agência esportiva respondem criminalmente, em tese, por atos dolosos contra a vida sob a ótica do dolo eventual.

O inquérito também apura indícios graves de ocultação de evidências essenciais, já que o equipamento de gravação portátil acoplado ao corpo da vítima sumiu misteriosamente antes da realização da perícia técnica. Paralelamente, os primeiros depoimentos colhidos apontam que os funcionários fugiram para uma região de mata fechada enquanto as equipes médicas prestavam o socorro emergencial na estrutura — comportamento que reforçou o pedido de encarceramento feito pela polícia para evitar tentativas futuras de obstrução da Justiça.

Em nota oficial para a imprensa, a pasta estadual de segurança detalhou os próximos passos do processo investigativo:

"A Polícia Civil prossegue com as diligências para esclarecer integralmente a dinâmica dos fatos, identificar todas as responsabilidades criminais e localizar a câmera utilizada pela vítima no momento do salto, considerada elemento importante para a reconstrução do ocorrido"

O caso ganhou ainda repercussão na esfera federal. A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) confirmou que a agência de esportes radicais operava na ponte de maneira clandestina, sem nenhuma licença ou autorização de órgãos públicos. Diante da gravidade da ocorrência, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos abriu diálogo com as prefeituras da região e já avalia a demolição completa da infraestrutura para coibir novas práticas ilegais no local.