As audiências de instrução do caso da policial militar Gisele entram em uma fase decisiva com os depoimentos dos pais e da filha da vítima, realizados no Fórum da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Os relatos dos familiares são considerados fundamentais para esclarecer como era o relacionamento entre a PM e o então marido, o tenente-coronel Geraldo Neto.
Segundo a investigação, Gisele já havia manifestado aos familiares o desejo de encerrar o relacionamento, mas afirmava sofrer pressão do companheiro para manter a união. Esses depoimentos poderão reforçar elementos analisados pela Justiça antes da decisão sobre o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.
As audiências começaram na segunda-feira e seguem até sexta-feira, com a previsão de ouvir cerca de 40 testemunhas, entre delegados, peritos, policiais militares, bombeiros e outras pessoas ligadas às investigações. No último dia, também devem prestar depoimento familiares de Geraldo Neto e o próprio acusado.
O Ministério Público acusa o tenente-coronel de feminicídio pela morte de Gisele, ocorrida em fevereiro deste ano no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central da capital paulista. Ele também responde por fraude processual, sob a acusação de ter alterado a cena do crime.
Geraldo Neto nega as acusações e permanece preso em um presídio militar. Atualmente, ele integra a reserva da Polícia Militar após ter o pedido de aposentadoria aceito. Ao término das audiências, o juiz decidirá se o oficial será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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