
Lucas Pinheiro e Nicole Silveira foram os porta-bandeiras do Brasil
REUTERS/Mike Segar
O Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, entre os dias 6 e 22 de fevereiro, vivendo um momento histórico. O país terá a maior delegação de sua trajetória na competição, com 14 atletas, um marco que evidencia o crescimento dos esportes de neve e gelo e inaugura uma nova fase de ambições olímpicas.
Será a décima participação consecutiva do Brasil em Jogos de Inverno, mas, desta vez, com um diferencial importante: pela primeira vez, o país chega com chances reais de brigar por uma medalha inédita. O número de atletas supera as 13 presenças em Sochi 2014 e os 10 representantes de Pequim 2022.
Os brasileiros competirão em cinco modalidades: esqui alpino, esqui cross-country, esqueleto, bobsled e snowboard, incluindo a prova de halfpipe. As disputas acontecerão em diferentes cidades dos Alpes italianos, como Bormio, Cortina d’Ampezzo, Livigno e Tesero, exigindo logística complexa e alto nível de adaptação dos atletas.
A estreia do Brasil ocorre já no dia 10 de fevereiro, nas provas de esqui cross-country, com Bruna Moura, Eduarda Ribeiro e Manex Silva disputando as provas de sprint feminino e masculino.
Entre os principais nomes da delegação está Lucas Pinheiro Braathen, esquiador alpino nascido na Noruega e que passou a defender o Brasil. Com vitórias na Copa do Mundo, ele chega como uma das maiores esperanças de pódio, podendo se tornar o primeiro atleta sul-americano medalhista em esportes de inverno.
Outro destaque é Nicole Silveira, do esqueleto, que vem acumulando pódios em etapas da Copa do Mundo e ocupa posição de destaque no ranking internacional. No snowboard halfpipe, Pat Burgener e Augustinho Teixeira também surgem como promessas, impulsionados por resultados expressivos no circuito mundial.
No bobsled, Edson Bindilatti, veterano da modalidade, disputará sua sexta Olimpíada, simbolizando a experiência brasileira no esporte. Especialistas apontam que as maiores chances de medalha estão no esqui alpino, esqueleto e snowboard, reflexo da evolução técnica dos atletas brasileiros nos últimos ciclos olímpicos.
Fora das pistas, o Comitê Olímpico do Brasil anunciou uma premiação recorde para Milão-Cortina 2026. Medalhistas de ouro em provas individuais poderão receber até R$ 350 mil, com valores ainda maiores em disputas por equipes, superando os incentivos oferecidos na edição anterior.
O Brasil ainda busca sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno, mas o fortalecimento da delegação, os bons resultados recentes e a maturidade competitiva indicam que Milão-Cortina 2026 pode marcar um capítulo inédito na história olímpica do país.
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