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Paulo Rabello de Castro diz que Lula ficou inerte diante da tarifa de Trump

Economista aponta que Brasil corre risco de recessão, mas governo federal ignora negociações; cenário é de paralisia diplomática e risco real ao PIB

Por Redação
REDAÇÃO

23/07/2025 • 14:42 • Atualizado em 23/07/2025 • 14:42

O economista Paulo Rabello de Castro fez um alerta no Jornal Gente sobre a falta de reação do governo Lula diante da iminência do tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos.

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A medida, que pode entrar em vigor já no dia 1º de agosto, afeta diretamente as exportações brasileiras — especialmente do agronegócio — e pode causar impactos de até 3,7 pontos percentuais no PIB nos próximos seis meses, segundo estimativas da RC Consultores.

“Passado esse momento de calmaria, as pessoas vão refletir e principalmente observar o comportamento do presidente — e que o presidente realmente ficou inerte”, afirmou o economista.

Inércia no Planalto, mobilização nos estados

Enquanto governadores estaduais já se articulam para tentar abrir negociações diretamente com os Estados Unidos, o governo federal permanece sem propostas, sem iniciativa e sem diálogo internacional efetivo. Para Rabello, o presidente Lula está mais preocupado em “tirar onda de vítima” do que em defender os interesses econômicos do país.

“Ele brinca dizendo que vai oferecer jabuticaba ao Trump, enquanto navios carregados de suco de laranja brasileiro estão parados nos portos, sem saber se serão taxados".

Riscos concretos para produção e emprego

O economista destacou que o impacto não será apenas pontual. Com o custo da exportação inviabilizado, empresas deverão reduzir produção, cortar pessoal e rever cadeias produtivas — o que pode gerar uma recessão imediata e comprometer o crescimento econômico do país.

“Estamos diante de um possível rebaixamento da produção, do emprego e do bem-estar social. E o Planalto continua parado", afirmou.

Japão negociou. E o Brasil?

Paulo Rabello lembrou ainda que o Japão conseguiu reverter a tarifa com negociação séria e garantiu alíquota reduzida de 15% junto ao governo norte-americano. O Brasil, por outro lado, não fez nada. “O Japão saiu da zona de rebaixamento. O Brasil, não".

O texto foi gerado artificialmente e foi revisado por Band.com.br.