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Pedro Campos: Validade da delação de Mauro Cid é absolutamente questionável

Alexandre de Moraes retirou o sigilo da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro nesta quarta-feira (19)

Por Redação
REDAÇÃO

20/02/2025 • 08:45 • Atualizado em 20/02/2025 • 08:45

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes (STF) retirou o sigilo da delação do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, nesta quarta-feira (19). O depoimento de Cid foi uma das bases da denúncia contra Bolsonaro. O apresentador do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, analisou o tema nesta quinta-feira (20).

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Para o apresentador, a validade da delação premiada de Mauro Cid é "absolutamente questionável".

"A validade da deleção premiada de um dos atores mais importantes é absolutamente questionável. Mauro Cid foi advertido durante a delação e o sigilo caiu ontem em mais uma atividade oportunista de Moraes, que comandou a delação. Mostrou ali aquele que estava prestando os esclarecimento necessários que omissões e contradições encontradas pela PF poderiam sim ser descartadas. O ministro disse, em resumo: ou você muda a versão ou será preso. Qual é a validade disso?", disse Pedro Campos.

Nos depoimentos, Cid detalhou como eram as conversas sobre um possível golpe de Estado, a venda das joias e relógios dados de presente ao então presidente e as reuniões que visavam a ruptura democrática do Brasil.

“Qual é a validade de uma delação premiada sob pressão? Qual a validade jurídica disso? (...) os indícios colhidos vão ser confrontados agora, na fase processual. Os documentos apreendidos ensejam necessidade de investigação mais robusta. Tem minuta de decreto de estado de sítio, emergência e tudo mais, mas sabemos que o fim não deve justificar os meios, com perdão a Maquiavel."

Para Pedro Campos, é "incomum" que um ministro do Supremo comandar um depoimento como o de Mauro Cid. “Ou seja, é preciso avaliar a gravidade dos atos praticas, mas sem atropelar o ordenamento jurídico."

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