
Bolsonaro
REUTERS/Adriano Machado
A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela decisão final.
No documento, o procurador-geral aponta que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento constante, o que não poderia ser plenamente garantido no sistema prisional. O ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia associada a complicações renais após passar mal nos últimos dias.
A manifestação destaca que a legislação brasileira permite, em caráter excepcional, a substituição da prisão por domiciliar em casos de doenças graves, com base nos princípios da dignidade da pessoa humana e da preservação da vida.
Segundo a PGR, a medida não interrompe o cumprimento da pena, podendo incluir monitoramento e reavaliações periódicas. O parecer também menciona o risco de novas intercorrências médicas, reforçando a necessidade de tratamento contínuo em ambiente adequado.
Apesar da recomendação, a decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que já negou pedidos anteriores da defesa e agora deverá analisar o novo cenário clínico e o posicionamento da Procuradoria.
O caso também reacende o debate jurídico, com especialistas citando precedentes como o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve prisão domiciliar por razões de saúde.
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