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PMs acusados de matar Gritzbach vão a júri popular

Três policiais militares serão julgados em Guarulhos pela execução de Vinícius Gritzbach e pela morte de um motorista de aplicativo.

Da redação
DA REDAÇÃO

08/06/2026 • 09:02 • Atualizado em 08/06/2026 • 09:02

Os três policiais militares acusados de participar da execução do empresário Vinícius Gritzbach serão levados a júri popular entre os dias 22 e 26 de junho, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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O julgamento está previsto para começar às 10h da manhã no Fórum de Guarulhos, cidade onde ocorreu o crime que ganhou repercussão nacional em setembro de 2024. Gritzbach foi morto em plena luz do dia nas proximidades do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Além do empresário, a ação criminosa resultou na morte de um motorista de aplicativo que passava pelo local e não tinha ligação com o caso.

Acusados responderão por homicídios e tentativas de assassinato

De acordo com o Ministério Público, os réus são o tenente Fernando Genaro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Juan Silva.

Os três policiais respondem presos pelos homicídios de Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novaes. Eles também são acusados por duas tentativas de homicídio, já que outras duas pessoas ficaram feridas durante o ataque.

A previsão é que o julgamento tenha duração de cinco dias devido à complexidade do caso e à quantidade de provas reunidas durante a investigação.

Caso envolve crime organizado

Segundo as investigações, Vinícius Gritzbach era empresário e teria atuado em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado.

O caso também deu origem a outras frentes de investigação. Na semana anterior ao anúncio da data do julgamento, o Ministério Público apresentou à Justiça pedido de condenação de sete policiais apontados como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro e prestação de proteção privada relacionada ao caso.

Mandantes seguem foragidos

Além dos três policiais que serão julgados neste mês, outras três pessoas apontadas como participantes do crime continuam foragidas.

Entre elas estão dois supostos mandantes, identificados pelo Ministério Público como integrantes do PCC. A investigação sustenta que a ordem para matar Gritzbach teria sido motivada por disputas relacionadas ao crime organizado.

Também permanece foragido o homem apontado como responsável por monitorar a movimentação da vítima e repassar informações aos executores no dia do atentado.

Os três investigados respondem em processos separados e seguem sendo procurados pelas autoridades.

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