
Lavagem de dinheiro
Polícia Federal
A Polícia Civil prendeu três pessoas na manhã desta quarta-feira durante uma operação contra um esquema milionário de fraudes bancárias que atuava com apoio interno para desviar recursos de contas empresariais. A investigação revelou que o grupo contava com a participação de um ex-gerente bancário, o que facilitava o acesso às informações e movimentações financeiras.
Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na cidade de São Paulo, na região metropolitana e também no estado de Goiás, com apoio de autoridades locais.
As investigações começaram após um banco identificar o desvio de R$ 14 milhões de uma conta empresarial e acionar a polícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, a partir de uma operação inicial realizada em novembro do ano passado, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que permitiram identificar outros envolvidos e detalhar o funcionamento do esquema.
De acordo com a apuração, os criminosos conseguiam sequestrar a identidade digital dos responsáveis pelas contas e realizar transferências bancárias para empresas de fachada. Os valores também eram movimentados por meio de boletos e utilizados na compra de imóveis, em uma tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro, caracterizando lavagem de capitais.
O grupo teria contado ainda com a colaboração de profissionais como advogado e contador, sendo este último um ex-gerente da instituição financeira de onde os recursos foram desviados. A participação de pessoas com conhecimento técnico e acesso privilegiado foi determinante para a execução das fraudes.
A operação também tinha como alvo outros suspeitos, que não foram localizados até o momento. A polícia informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e rastrear o destino dos valores desviados.
Uma coletiva de imprensa foi marcada para a tarde desta quarta-feira, quando devem ser divulgados novos detalhes sobre o caso.
O episódio reforça a preocupação com crimes financeiros sofisticados, que utilizam tanto tecnologia quanto informações privilegiadas para burlar sistemas de segurança. Autoridades destacam que, apesar dos mecanismos de proteção adotados pelas instituições financeiras, a participação de agentes internos ainda representa um dos principais riscos para esse tipo de fraude.
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