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Presidente da CPMI do INSS destinou R$ 3,6 mi a fundação ligada à Lagoinha

Repasse ocorreu antes de igreja entrar na mira de investigação sobre escândalo no INSS

Por Redação
REDAÇÃO

17/03/2026 • 09:03 • Atualizado em 17/03/2026 • 09:03

Carlos Viana

Carlos Viana

Waldemir Barreto/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos), destinou R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e se refere a repasses realizados antes de a instituição religiosa ser citada nas investigações conduzidas pela comissão.

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De acordo com a apuração, um dos repasses identificados ocorreu em 2019, quando recursos públicos foram destinados à Fundação Oasis, entidade que atua como braço social da igreja evangélica. O envio das emendas parlamentares integra o conjunto de ações do senador no direcionamento de verbas para projetos sociais.

A Igreja Batista da Lagoinha, associada ao pastor André Valadão, passou a ser mencionada no contexto da CPMI do INSS após desdobramentos do escândalo investigado pela comissão. Entre os pontos levantados está a relação da entidade com a Mar Brasil Clube de Benefícios, empresa sob investigação que teria financiado um evento promovido pela igreja.

Outro elemento que aproximou a instituição religiosa das apurações envolve a atuação da fintech Clavafort Bank. A empresa é apontada como ligada à igreja e teria como proprietário Fabiano Zettel, descrito como sócio e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, além de ex-pastor da própria Lagoinha.

A conexão entre personagens e instituições investigadas ampliou o alcance das apurações da CPMI, que busca esclarecer possíveis irregularidades envolvendo o INSS e entidades associadas. O caso levanta questionamentos sobre a relação entre recursos públicos, organizações religiosas e empresas envolvidas no escândalo.

Apesar de os repasses terem ocorrido anos antes das investigações, a coincidência entre o envio de emendas e o surgimento de vínculos indiretos com personagens investigados passou a integrar o debate político em torno da CPMI. A comissão segue analisando documentos, contratos e conexões que possam indicar eventuais irregularidades.

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