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Queda de patente do Ozempic promete baratear tratamento contra obesidade

Fim da patente da semaglutida pode reduzir preços em até 50%, enquanto especialistas destacam o papel dos medicamentos como ferramenta para um novo estilo de vida e explicam mudanças no diagnóstico da doença.

Por Redação
REDAÇÃO

23/03/2026 • 09:20 • Atualizado em 23/03/2026 • 09:20

Queda de patente do Ozempic

Queda de patente do Ozempic

REUTERS

As canetas emagrecedoras podem se consolidar ainda mais como uma importante ferramenta no tratamento da obesidade, uma doença crônica, complexa e sem cura que afeta uma parcela significativa da população. A discussão ganha força com uma novidade no mercado farmacêutico: na última sexta-feira, a patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, expirou no Brasil. A mudança abre caminho para a produção e comercialização de versões genéricas, o que deve tornar os remédios injetáveis mais acessíveis. Estimativas de mercado apontam para uma possível queda de preço entre 20% e 50%.

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A notícia chega em um momento em que os números da obesidade são alarmantes. O último Atlas da Obesidade revelou que um terço da população brasileira é considerada obesa. Em escala global, a estimativa é de que 2 bilhões de pessoas estejam com sobrepeso ou obesidade.

Apesar do potencial de popularização do tratamento, especialistas alertam que os medicamentos não são uma solução milagrosa. Em entrevista ao Canal Livre, da TV Band, a médica Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), defendeu que as canetas são, na verdade, uma "ferramenta poderosa que facilita a adesão do paciente a um novo estilo de vida". Segundo a especialista, os remédios ajudam na prática, mas o sucesso do tratamento depende de uma mudança completa de hábitos.

Paralelamente ao avanço farmacológico, a própria compreensão sobre a doença evoluiu. Um novo e revolucionário consenso para o diagnóstico da obesidade, publicado em janeiro do ano passado, mudou a forma como a condição é identificada. Agora, o diagnóstico não se baseia apenas no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), mas também em critérios de funcionalidade, na localização da gordura corporal e no impacto metabólico que ela causa no paciente.

O médico Ricardo Cohen, diretor do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, participou da comissão que criou este novo método. Também entrevistado no Canal Livre, ele explicou as principais mudanças da nova abordagem.

A participação dos médicos Ricardo Cohen e Marcella Garcez ocorreu no programa Canal Livre, da Band, em uma entrevista conduzida pelos jornalistas Rodolfo Schneider, Fernando Mitre e Andressa Guaraná. Para os interessados, a reapresentação do programa será transmitida hoje, às 11 da noite, na Rádio Bandeirantes.

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