Dois anos após a queda do avião da Voepass em Vinhedo, no interior de São Paulo, a Polícia Federal concluiu e divulgou um relatório com mais de 200 páginas sobre o acidente. A expectativa é de que cerca de 15 a 16 funcionários e ex-funcionários da empresa sejam indiciados, incluindo representantes que permitiram que a aeronave decolasse. O documento completo foi encaminhado ao Ministério Público Federal, órgão responsável por decidir se aceita o relatório, se solicita novas oitivas ou se dá andamento ou encerramento ao caso.
A investigação da Polícia Federal apontou que o desastre não ocorreu devido a um fator único, mas sim a um conjunto de falhas. Entre os problemas identificados estão falhas recorrentes no sistema de degelo, decisão de operar em áreas com formação de gelo, erros operacionais e barreiras de segurança inoperantes. Além disso, o relatório destacou a negligência com a manutenção da aeronave, relatórios repassados de maneira incorreta à ANAC e painéis que indicavam panes e foram ignorados, provando que o voo comercial com dezenas de passageiros operava sem condições seguras.
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