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Saiba quais são as regras impostas por Moraes em domiciliar de Bolsonaro

Decisão do ministro Alexandre de Moraes estabelece uso de tornozeleira, proíbe comunicação e fixa prazo de 90 dias para reavaliação do benefício.

Por Redação
REDAÇÃO

25/03/2026 • 09:15 • Atualizado em 25/03/2026 • 09:15

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, estabeleceu uma nova modalidade jurídica no país: a prisão domiciliar humanitária temporária. A medida, válida por 90 dias, foi condicionada a uma série de regras rigorosas que, se descumpridas, podem levar à revogação do benefício.

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A decisão foi tomada após um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e baseada em recomendações médicas devido ao quadro de broncopneumonia do ex-presidente. Embora a medida seja vista como uma consequência natural do estado de saúde de Bolsonaro, Moraes impôs um controle estrito sobre o período em que ele cumprirá a pena em casa.

As principais regras impostas são:

Uso de tornozeleira eletrônica: O ex-presidente será monitorado eletronicamente durante todo o período.

Proibição de comunicação: Bolsonaro não poderá usar smartphones, falar ao telefone ou se comunicar por outros meios.

Restrição de visitas: Apenas familiares próximos estão autorizados a visitá-lo.

Vigilância policial: Agentes da Polícia Federal serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento das medidas no local.

O descumprimento de qualquer uma dessas condições pode resultar no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, onde cumpria sua pena de 27 anos.

Juristas analisam a decisão como um marco, criando uma categoria de prisão domiciliar com prazo determinado para reavaliação. Esse período de 90 dias começará a contar a partir da alta médica do ex-presidente. Ao final do prazo, uma nova análise será feita, dependendo de novos laudos médicos sobre seu estado de saúde.

Embora a legislação não preveja vantagens para ex-presidentes, analistas apontam que o peso político do cargo é inevitavelmente considerado em decisões dessa magnitude. A determinação de Moraes, contudo, é classificada como uma decisão muito mais médica do que jurídica, uma vez que o ministro, segundo especialistas, não teria outra saída senão acatar a recomendação da equipe de saúde e o parecer da PGR.

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