
Santos e Coritiba
MAURÍCIO DE SOUZA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Santos vive um momento de instabilidade na temporada e voltou a frustrar sua torcida ao empatar na Vila Belmiro, ampliando a sequência negativa em competições consideradas prioritárias pelo clube. A equipe soma apenas uma vitória nos últimos quatro jogos como mandante, desempenho que acende o alerta para a continuidade do trabalho e as ambições no ano.
O empate mais recente foi diante do Coritiba, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Historicamente, o Santos construiu classificações importantes contra o adversário atuando na Vila, como nos confrontos de 2000 e 2022. Desta vez, porém, não conseguiu repetir o desempenho, deixando a decisão aberta para o duelo de volta, que será disputado no Couto Pereira, daqui a três semanas.
A dificuldade em transformar o mando de campo em vantagem tem sido um dos principais problemas da equipe. Em um cenário em que o Campeonato Brasileiro já não oferece grandes perspectivas, a Copa do Brasil surge como principal objetivo, mas o desempenho recente coloca em dúvida a capacidade de avançar.
No próximo compromisso pelo Brasileirão, o técnico Cuca já confirmou que Neymar será preservado e não deve sequer viajar com a delegação para enfrentar o Bahia, na Arena Fonte Nova. O atacante vem de uma sequência de quatro jogos consecutivos e será poupado visando melhores condições físicas para um confronto considerado decisivo na próxima semana, fora do país.
Segundo o treinador, o desgaste físico e emocional tem impactado diretamente o rendimento do elenco. Neymar, por exemplo, vinha apresentando média elevada de deslocamento em campo, com cerca de 9,5 quilômetros por partida, além de alta intensidade em arrancadas — números que, segundo Cuca, caíram no último jogo em função da sequência pesada.
A gestão do elenco, no entanto, também revela um desafio adicional. O próprio técnico reconhece que nem todas as peças podem ser tratadas da mesma forma, especialmente no caso de jogadores de maior peso, o que limita intervenções mais rígidas e afeta o controle total do ambiente.
Com compromissos decisivos pela frente, incluindo partidas fora de casa e pela competição continental, o Santos tenta reorganizar o desempenho dentro de campo enquanto lida com pressão por resultados e um calendário exigente. O cenário atual exige respostas rápidas para evitar o agravamento da crise ao longo da temporada.
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